Há uns anos, quando li o livro “Diário de um escritor enquanto corredor de fundo”, de Murakami, identifiquei-me imenso com o que ele referia sobre o facto de a corrida ser um momento de meditação, em que tudo pára e nos encontramos connosco, frente a frente e sem dispersões. Este é, sem dúvida, um dos grandes motivos pelos quais adoro correr… Por, nesses quilómetros, pensar em tudo o que tenho na vida, o que quero fazer, o que gostaria de fazer e como o irei fazer.

Não corro porque são momentos de vazio. Ou então são momentos para pensar no que tenho que fazer e o quanto gostaria de não o fazer.