Quem foi o Jorge Afonso?

No fim do almoço vieram oferecer-me um moscatel. Como sabe esta gente que sou de Setúbal?
Não nasci nem vivo lá, mas sou de lá. Na verdade sou de muitos sítios, como as raízes de uma árvore. Mas a raiz mais forte é de lá.

Amar é fácil. É o meu estado natural. Amar o que a cada momento ame de volta já necessita de um qualquer encontro astral.

Nenhum de nós é racista certo? Então porque é que os casamentos inter-raciais são raros? As raças existem? E é assim tão mau gostar mais de uma raça do que de outra? Vejo qualidades em tudo mas nada é igual. Donde veio isto de sermos iguais? Não somos.
Ah e tal, o mal está nos preconceitos. Julgar injustamente, sem avaliar objectivamente em função dos méritos da pessoa em si. Talvez, mas esta conversa não vai dar a lado nenhum.


2 Comentários

  • Isabel Pires

    Os casamentos inter-raciais são raros porque tendencialmente se vive mais próximo de pessoas da mesma raça e normalmente há mais atracção entre pessoas com características semelhantes (a “lei” de os opostos se atraírem não vale para tudo, como é o caso da sedução que precede o amor; e mesmo no amor). É muito mais raro imaginar-se, ou construir-se a ideia da ligação com alguém com uma característica muito diferente em termos de impacto visual, e as diferenças das raças são-no. A atracção começa muitas vezes por um qualquer fio da visão que, misturado com o tal processo de construção, selecciona o outro. Ah, mas é o interior que conta e tal… Não, conta tudo.
    Mas o facto de haver mais propensão para relações entre pessoas da mesma raça, e mesmo que haja essa preferência, isso não faz dessas pessoas racistas. À partida não estão a considerá-las inferiores.
    O desejo etc. , que também faz as pessoas aproximarem-se e estarem juntas, tem contornos que escapam a lógicas que servem para as coisas da vida prática e que se encaixam no dever ser. Se alguém disser que não se sente bem (para algo íntimo) com uma pessoa de cor de pele diferente, cai o carmo e a trindade, que é racista, que está a hipervalorizar aquela característica. Mas pode ser uma barreira para aquela pessoa, e criar bloqueios, não se sentir bem. Não se manda no sentir.
    A lógica binária, que parece emergir com força quando se discutem assuntos como o racismo, direitos homem/mulher, etc., é uma atrofia. Ah, não quer namorar com o preto é porque é racista / ah, tem uma namorada amarela, é porque não é racista… Assim de chapa, num imediatismo aflitivo.

    (Claro que também há situações de racismo que dificultam ou impedem ligações.)

    • Luis

      Até o vinho tem castas, não há nada a fazer

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