Vinha entregar a minha cidadania. Pode ficar com o depósito, ficamos assim.

Estar aqui implica responsabilidades, mas é de ambas as partes, não é?

A semana passada fui tentar cumprir a minha obrigação de habitante da minha cidade.
Fui de manhã, pela fresquinha por mais que me custe.

Estava uma bicha que era mais uma centopeia, só para tirar senha. Um papelinho, muito pouco digital e simplex.
Estar horas sem fim onde não quero estar, isso é um peditório que já dei vezes suficientes. Fui-me embora.

Hoje fiz o trabalho de casa da época digital. Vi todas as possibilidades que tinha online, offline e comline.
Onde podia ir, horários, onde a confusão era menor.

Depois da experiência da manhã, fui depois de almoço. Chego lá, e dizem-me: à tarde nunca damos senhas. Podia dizer que é publicidade enganosa, ainda há pouco vi no vosso site que estavam abertos para me receber (mesmo que não fosse de braços abertos).
Mas não disse. Dizer, só digo a quem me ouve. Que não é o caso da cidade.

E o desenho da cidade e dos espaços, são feitos a pensar no quê? O estético e o bonito é importante. Eu que o diga que sem uma dose de beleza diária já tinha morrido há muito.

Mas há prioridades. As coisas que são obrigatórias de usar, têm que servir primeiro, depois seduzir.

O prazer acessório, esse pode seduzir primeiro, sirva ou não.

Quando se vê espaços novos desenhados de raiz que são labirintos para humanos (como se fossemos ratos), só porque a maqueta é bonita.

Nota-se que estou chateado? Não é grave, tudo passa, é só seguir os sinais 🙂