8 thoughts on “Pergunta fácil”

    1. Sexista com muito orgulho 🙂

      Não sou eu a perguntar aos machos, esta foi uma pergunta que me fizeram.
      Mas o bom até podia ser pela regra, que quando é um ou uma passa a um…

  1. Não existem maus amantes, isso é uma contradição.
    Ou é amante ou não é, e ser amante pressupõe ser bom na sua transversalidade, para quem ama.
    Gostar, amar, é algo que se sente e vive, e que está longe de focagens nas medidas, aferições, ainda mais das alheias.

    (Para brincar aos médicos, muitos servem. Os amantes estão no domínio da raridade.)

      1. Depende de quem fizesse a pergunta.

        Se fosse alguém que não estivesse implicado na ‘causa’, alguém estranho ao ‘negócio’, responderia assim, como disse atrás.

        Se, pelo contrário, a pergunta viesse de ‘entrosado no assunto’ (o que não gostaria que me viesse a acontecer) passaria a mesma mensagem de forma mais doce, com derivação mais ou menos explícita àquilo de se estar porque se quer.

  2. Isabel,

    lamento, mas há mesmo maus, tremendamente maus amantes, começando pelo beijo, o diálogo, os clichés (it’s all a part of IT :). O sentimento, a paixão, o envolvimento, tudo tão bom, mas, vejamos, em vale de lençóis, zero, não, não, não nada (principalmente quando não querem aprender, experimentar, sequer!).

    1. Não sei se estamos a falar do mesmo, se temos conceitos diferentes e pensamos de forma diferente, ou se damos nomes diferentes às mesmas coisas…
      Alexandra, para mim
      amantes = duas pessoas que têm uma relação assente no amor (sentem-se bem juntas, de uma forma muito especial)
      e respondi de acordo com este entendimento.

      Quando é o amor que faz as pessoas encontrarem-se / estarem / manterem uma relação, qualquer que seja o modo (ou modelo), não existem partes más de grande monta. Podem existir partes menos boas, e normalmente existem (e menos boas não está aqui como eufemismo de más), mas que não são relevantes no conjunto, sendo que o todo é substancialmente forte / importante, a ponto de anular o isolamento das partes nesse sentido de as adjectivar de más, aborrecidas, etc., e de se sobrepor de modo a nem sequer se pensar nisso, no menos bom. É impossível gostar de tudo em alguém, das partes todas, e sobretudo é impossível gostar de todos os departamentos duma pessoa, na mesma medida ou proporção. Mas nas pessoas, o todo é mais que a soma das partes, e é esse todo que faz que gostemos delas ou não.  

      Quando pessoas ligadas desta forma questionam, ou se questionam, acerca de algo que tem que ver com a maneira de ser do outro ou como expressa o sentir, e ainda mais essa parte íntima a que te referiste, performance, etc., hum (e estou a torcer o nariz), o melhor é começar a fazer a trouxa e abalar. Às vezes sucede com o passar do tempo, o deixarem de estar no mesmo comprimento de onda em relação à maior parte das coisas ou a algumas que valorizam mais ou que um, ou ambos, passaram a atribuir mais importância.

      Ah falar, discutir o assunto, o que cada um gosta por esse lado, etc… hum (ainda torço mais o nariz)… ai o fosso a instalar-se ou a progredir entre os dois.Ou acontece, é natural naquele par o modo como acontece, ou então pelo menos um lado vai sentir que está a dever. (Posso discutir se o perú está no ponto, mas não devo discutir se o beijo é bom. Mas sabe-se se se gosta de beijar aquela pessoa sem analisar (e isto implica isolar) a qualidade e arquitectura do beijo daquela pessoa. Gostar de beijar uma pessoa é mais do que gostar dos movimentos de boca.)

      As pessoas ligadas desta forma – pelo amor; os amantes – podem não ter o melhor encaixe já experimentado a nível da pele ou da parte intelectual, vistos isoladamente, mas no todo do equilíbrio de forças que querem ou definem, entendem-se.

  3. amantes são como os beijos e os amores

    há-os de todas as formas e feitios, são isto, aquilo, tudo nada e assim assim

    pode tornar fácil o difícil
    e difícil o que é fácil

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