Pergunta fácil

Preferes ser um bom amante com fama de mau, ou mau amante com fama de bom?

8 comments on “Pergunta fácil

  • alexandra g. says:

    Seu fassista, sexista, perguntando somente aos machos!

    Ok!
    Eu cá sou um bom amante, detesto que me julguem, até por, a veces, ter que ensinar (fruto da idade 🙂

    • Luis says:

      Sexista com muito orgulho 🙂

      Não sou eu a perguntar aos machos, esta foi uma pergunta que me fizeram.
      Mas o bom até podia ser pela regra, que quando é um ou uma passa a um…

  • Isabel Pires says:

    Não existem maus amantes, isso é uma contradição.
    Ou é amante ou não é, e ser amante pressupõe ser bom na sua transversalidade, para quem ama.
    Gostar, amar, é algo que se sente e vive, e que está longe de focagens nas medidas, aferições, ainda mais das alheias.

    (Para brincar aos médicos, muitos servem. Os amantes estão no domínio da raridade.)

    • Luis says:

      Pois, tens razão, mas se a pergunta fosse “achares que és”, ficava complicado

      • Isabel Pires says:

        Depende de quem fizesse a pergunta.

        Se fosse alguém que não estivesse implicado na ‘causa’, alguém estranho ao ‘negócio’, responderia assim, como disse atrás.

        Se, pelo contrário, a pergunta viesse de ‘entrosado no assunto’ (o que não gostaria que me viesse a acontecer) passaria a mesma mensagem de forma mais doce, com derivação mais ou menos explícita àquilo de se estar porque se quer.

  • alexandra g. says:

    Isabel,

    lamento, mas há mesmo maus, tremendamente maus amantes, começando pelo beijo, o diálogo, os clichés (it’s all a part of IT :). O sentimento, a paixão, o envolvimento, tudo tão bom, mas, vejamos, em vale de lençóis, zero, não, não, não nada (principalmente quando não querem aprender, experimentar, sequer!).

    • Isabel Pires says:

      Não sei se estamos a falar do mesmo, se temos conceitos diferentes e pensamos de forma diferente, ou se damos nomes diferentes às mesmas coisas…
      Alexandra, para mim
      amantes = duas pessoas que têm uma relação assente no amor (sentem-se bem juntas, de uma forma muito especial)
      e respondi de acordo com este entendimento.

      Quando é o amor que faz as pessoas encontrarem-se / estarem / manterem uma relação, qualquer que seja o modo (ou modelo), não existem partes más de grande monta. Podem existir partes menos boas, e normalmente existem (e menos boas não está aqui como eufemismo de más), mas que não são relevantes no conjunto, sendo que o todo é substancialmente forte / importante, a ponto de anular o isolamento das partes nesse sentido de as adjectivar de más, aborrecidas, etc., e de se sobrepor de modo a nem sequer se pensar nisso, no menos bom. É impossível gostar de tudo em alguém, das partes todas, e sobretudo é impossível gostar de todos os departamentos duma pessoa, na mesma medida ou proporção. Mas nas pessoas, o todo é mais que a soma das partes, e é esse todo que faz que gostemos delas ou não.  

      Quando pessoas ligadas desta forma questionam, ou se questionam, acerca de algo que tem que ver com a maneira de ser do outro ou como expressa o sentir, e ainda mais essa parte íntima a que te referiste, performance, etc., hum (e estou a torcer o nariz), o melhor é começar a fazer a trouxa e abalar. Às vezes sucede com o passar do tempo, o deixarem de estar no mesmo comprimento de onda em relação à maior parte das coisas ou a algumas que valorizam mais ou que um, ou ambos, passaram a atribuir mais importância.

      Ah falar, discutir o assunto, o que cada um gosta por esse lado, etc… hum (ainda torço mais o nariz)… ai o fosso a instalar-se ou a progredir entre os dois.Ou acontece, é natural naquele par o modo como acontece, ou então pelo menos um lado vai sentir que está a dever. (Posso discutir se o perú está no ponto, mas não devo discutir se o beijo é bom. Mas sabe-se se se gosta de beijar aquela pessoa sem analisar (e isto implica isolar) a qualidade e arquitectura do beijo daquela pessoa. Gostar de beijar uma pessoa é mais do que gostar dos movimentos de boca.)

      As pessoas ligadas desta forma – pelo amor; os amantes – podem não ter o melhor encaixe já experimentado a nível da pele ou da parte intelectual, vistos isoladamente, mas no todo do equilíbrio de forças que querem ou definem, entendem-se.

  • Luis says:

    amantes são como os beijos e os amores

    há-os de todas as formas e feitios, são isto, aquilo, tudo nada e assim assim

    pode tornar fácil o difícil
    e difícil o que é fácil

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