O badalo

badalo

Tenho uma teoria que a maior parte dos homens põe o badalo para a esquerda.
Teoria não baseada em factos, que há coisas que não tenho interesse em observar.

Digo isto porque quando se guarda o brinquedo com a mão direita, ele fica naturalmente inclinado para a esquerda.
Pela mesma ordem de ideias os canhotos põem para a direita.

Quem o ponha para o meio, tem um problema.


11 Comentários

  • Isabel Pires

    Este post fez-me lembrar que quando tinha quinze anos uma amiga especificou com detalhe como determinado rapaz guardava o brinquedo, para utilizar a tua linguagem. Recordo de também me perguntar se reparava nisso, quero dizer na posição do elemento.
    Achei curioso e de certa forma estranho aquele tipo de reparo, o que fez com que ao longo da vida, numa ocasião ou outra, me lembrasse da abordagem. Com graça!
    Não sei se é comum, mulheres ou homens (ou ambos) observarem tal elemento com esse tipo de interesse. No meu caso, o olhar focou-se sempre noutras características e, por isso, não sei falar de tendências de acomodação.

  • Inconfessável

    ahahah!! Isabel Pires, parece que conhecemos as mesmas pessoas.
    Nunca me lembrei de reparar e acho sempre graça a este tipo de preocupações tão masculinas.
    Interessaram-me sempre, também, outras características. Contudo, na minha experiência, há um tempo concreto em que se dá, ou dei e, ou dou importância, se não a essa abordagem a outras com o mesmo ‘badalo’.

    • Isabel Pires

      Inconfessável, mas eu confessei (!) que reparo no brinquedo.
      Só que não tem acontecido fixar-me nessa característica. Digo que não tem acontecido… É que ontem, enquanto os elementos de uma banda no final do concerto agradeciam do alto do palco, dei comigo a reparar. 🙂

      • Luis Rodrigues

        Músicos em palco de gravata?!?

        • Isabel Pires

          Não, julgo que nenhum tinha o colarinho apertado.
          (É que não dá para reparar em tudo ao mesmo tempo. :))
          Eram os homens dos The Gift que surpreendentemente circularam por pontos diferentes do recinto.

    • Luis Rodrigues

      Badalar é uma actividade intemporal

  • Luis Rodrigues

    Acho que estamos com conversas cruzadas, eu estava a falar do lado para onde se arruma a gravata quando está a estorvar…. 🙂

    • Isabel Pires

      Ah, também pensei nisso, mas como não tive a certeza fiquei-me pela interpretação literal.
      Então é assim: pelo que observei, tenho quase a certeza que a maioria tinha para a direita, sendo que um não levantava dúvidas. Na minoria, por razões que tinham que ver com o corte das calças, eventual volume e tonicidade da gravata, não dava para perceber.
      Como a amostra era pequena, não permite tirar conclusões fidedignas.

      Acho que durante uns tempos vou lembrar-me disto e apuro a recolha de dados. :))

      • Luis Rodrigues

        Vantagens… se fosse eu o mais certo era acabar preso. 🙂

        • Isabel Piresh

          Sei lá se não vêm aqui e tenho de justificar o meu trabalho de investigação de posicionamento de batutas na fase de repouso… e eles a dizerem “mas um gajo já não pode fazer as arrumações descansado?”

  • Luis Rodrigues

    Com a possível excepção de quem arrume para o meio, podes estar descansada que não via haver reclamações 🙂

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