Tenho sentimentos divididos sobre a massificação da internet.

E alguma nostalgia dos tempos em que a internet era uma aldeia pequena.
As pessoas dedicavam-se. Às coisas e às outras pessoas da aldeia.

A internet tornou-se numa cidade de biliões de pessoas. Impessoal e calculista.
O esforço para não desaparecer na multidão é imenso. As pessoas esgadunham-se para serem vistas.
Há cursos, tácticas e truques sobre como ser popular, aparecer, ter likes, visualizações e trinta por uma linha.

Trocar um amigo que te diz ‘está porreiro, pá’, por um milhão de ‘seguidores’ é o absurdo em cuecas.

Há algumas coisas que faço desde há muitos anos. E se o número de pessoas que visitam cresceu para números que nunca imaginei no inicio, o retorno emocional, a motivação, diminuiu na mesma proporção.