1.
‘A palavra bondade hoje significa qualquer coisa de ridículo. É preciso conquistar, triunfar.
Querer ser bom numa época como esta é se apresentar como voluntário para a eliminação.’

2.
Comentário usado para destacar o próprio texto:
‘Sem serem obrigados a deixar testemunho, obrigado por lerem’
Regra dum fórum de escritores:
‘Ler os textos dos outros e não simplesmente despejar conteúdos’
Visto por aí:
‘Desejo que, em 2018, todos leiam um texto até o final antes de compartilhar’

3.
Vejo um português a entrevistar uma brasileira. Fala com sotaque brasileiro.
Qualquer português assim que chega a Badajoz desata logo a falar Portunhol
Não tenho lembrança de ver na tv um brasileiro a falar com sotaque português, ou um espanhol a falar Espanhês

4.
Estava a ver este filme de 1994, onde há pessoas na fila da caixa de um banco.
Isto já não existe, agora são máquinas.

Está em curso a segunda revolução industrial. Primeiro as máquinas substituíram as pessoas na indústria, na produção de bens. Agora as máquinas estão a substituir as pessoas nos serviços, nas relações que dantes eram humanas.

Num futuro não muito distante não vamos lidar com pessoas no dia a dia, só com máquinas.
As compras são cada vez mais online, e já estão a ser feitos ensaios para entregas por drones e robôs. Se houver problemas ou questões com o produto, somos atendidos por chatbots e um computador do outro lado. O cinema e entretenimento vem por uma box. As conversas são através de máquinas com pessoas que cada vez menos conhecemos e por isso desprovidas da humanidade que só o contacto pessoal dá. A aprovação e popularidade também já foram maquinizadas, são likes e números. Falta um passo mais pequeno do que se pensa para que mesmo as conversas do dia a dia também sejam com robôs.

É uma mudança radical, no mundo e nas pessoas.
Esta mudança, esta direção foi pensada? Quem decidiu isto? E quem decidiu, conhece as consequências?
É isto que queremos? A mim assusta-me e não me perguntaram nada.