Eu sei que este video tem mais que 15 segundos. Sei que é duma velha a falar. Que não tem flash, explosões ou música. Sei que o assunto nunca aparecerá no correio da manhã ou na cosmopolitan. Na verdade nem o maluco acha que tenha interesse.

Sei que esta velha foi despedida e calada. Porquê? Que diz ela? Que o jornalismo morre quando as perguntas cruciais vêm à cabeça mas não se perguntam. Que há coisas que têm que voltar, coisas como a honra.

Que temos acesso a mais coisas, mas com menos profundidade. Que os jornais têm que limitar as histórias a 300 palavras. Que os correspondentes tudo o que ambicionam é terem 1 minuto de tempo de antena no noticiário da noite.
E pergunta ela: Como se pode contar uma história assim?

E que precisamos? Tomates! Que é preciso pesquisar os factos e contar as coisas tal como as vemos. Como pode haver democracia sem saber o que se passa na realidade?

Que sem verdade não há relevância. Que os donos das tvs e jornais deviam sair do ramo a menos que o seu interesse seja informar as pessoas.

E porque é preciso coragem? Porque a provável consequência é ser despedido. Digo eu.
Ela foi despedida.
Há perguntas que não podem fazer, e coisas que não se podem dizer.