Evidência

Sabem quando se desliga um computador,
e só depois de desligado é que nos apercebemos do barulho que esteve a fazer o dia todo?

É isso.


6 Comentários

    • Luis

      hoje cheguei a um sitio e não ouvi nada
      estranhei, já não sabia o que era o silêncio e o espaço

      estou de alma cheia hoje

  • Inconfessável

    Ouço pássaros e cães e o galo que se engana e canta às duas ou às três da manhã

    • Luis

      Simpatizo com o teu galo, apesar de desconfiar que tu não… 🙂

  • Isabel Pires

    Também tenho experiência ao contrário.
    Sempre me lembro de ter o hábito de ser a primeira a chegar ao trabalho e poder beber aquele silêncio. Quando se partilha espaço com várias pessoas, nota-se bem a diferença que o ruído das máquinas provoca, e o que é a mesma sala entre o início do dia e o seu fim.

    Mas o ruído de máquinas, ruído dispensável, que mais me cansa e até irrita muito, é o dos telemóveis. Telemóveis com som ligado, a ouvir as mensagens a cair. Multiplicado por várias pessoas num espaço pequeno, é dose insuportável. Tive uma época em que levava com isso diariamente e várias vezes falei que não devia acontecer, e pedi que tirassem o som. Achei graça (não achei) a várias coisas que fui ouvindo. Recordo-me do cada um faz como quer (espectacular; que neste caso o fazer como se quer era restrito a alguns); recordo-me também de ouvir que sendo eu uma pessoa tão moderna 😉 e de gostar de cidade e do novo, era antiga nestas coisas (que confusão de conceitos 😉
    E lembrei-me do Almada Negreiros, numa conferência em Madrid, em 1927. “Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.”

    Talvez seja a única coisa que me aborrece nas viagens de comboio, em horários com mais gente. É esse barulho cruzado de vários telemóveis, com mensagens constantemente a cair, e o som dos filmes que fazem, etc.

    Aceito bem que alguém tenha o telefone nesse modo se estiver à espera de algo importante/urgente, e que diga isso. Agora só porque sim, não diga nada numa de egoísta, em espaço que também é dos outros, é falta de sensibilidade, para não dizer mais.

    • Luis

      Quando muitos telefones tinham o mesmo toque sempre achei que em vez de tocar deviam chamar ‘João!’, ‘Maria!’

      Indo um passo à frente, e para a tua questão, telefones que tocam em frequências diferentes e cada sintoniza o ouvido para a frequência do seu, como uma estação de rádio.

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