para esquecer
basta-me dar nome ao que não tinha nome

tornar chão o que é céu

amo desmedidamente a cidade
que não tem medo de esquecer

com mãos trementes
abotoas cada suspiro meu

se num poema de dez linhas, há duas que nos matam
para quê escrever as outras oito?

Olhares

Odeio-me mais que a mim mesmo

 

 

 

Será que te mudo quando me olhas?