Sei lá

Levanto-me

para trabalhar tal como todos os dias. Tomo pequeno-almoço tal como ontem.
E tudo se vai repetindo como uma coisa repetida.

Porra, estou a viver um dia já vivido. Usado, gasto, um dia que já aconteceu.

Quero um dia novo. Um dia que não saiba a véspera.

REVOLUÇÃO!

Hoje quero a revolução dos corpos e das cores

Vou exercitar o silêncio. Fala-se demais.

Hmmm

As flores crescem quando se rega e aduba a terra. E o PIB cresce quando se aduba o quê?

Já agora, quantos de vocês consegue desenhar uma flor? E o PIB?

Tamanho

Vivemos obcecados pelo tamanho, da roupa, do cabelo, do rabo e até da dor e do amor.

Para quê?

Tomou-se-lhe um pânico de chão

Um medo irracional de pôr os pés no chão.
Andava sempre aos pulos, ao pé-coxinho, por cima de mesas e tábuas.

Acabou por se consumir e desfazer em fumo. Está agora no meio de nós. É deus.

Osso é pecado

Engoli um pedaço de osso. Senti-o a descer como se fosse pedaço de vidro.
Portanto, e os pecados mortais? Por que pecados se morre? Por que pecados morrerias?

Pecado
Atroz dentro dos ossos
Lânguido a suar na noite entre lençois

Armas

Gajo que é gajo anda sempre armado da sua masculinidade.
Ah, mas se as pacifistas soubessem como é fácil o desarmamento…