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  • 12 Mai 2006

    Desejo

    Palavra viva.
    Quando morre o desejo, morremos também no que temos de melhor e de mais admirável.

    Desejo-te.

    Quem não se arrepia quando lhe dizem isto?

    Ter desejos. Querer.

    Que posso querer de melhor para ti e para mim, do que acordar todos os dias em manhãs plenas de desejos por coisas novas e frescas?

    Quando ao acordar já não se deseja, vive-se para quê? Por inércia?
    Como dizia o Sartre “Todo o existente nasce sem razão, prolonga-se por fraqueza e morre por encontro imprevisto”.

    Não quero acreditar nisto, quero acreditar que vivo pelos momentos mágicos, pelas pessoas que nos deslumbram,
    pela maravilha que há em nós se podermos e quisermos.

    Quer. Deseja.

     

     

     

     

     

     

  • 20 Abr 2006

    Viciado

    Gosto dos meus vícios. Preciso deles. Tenho-lhes afeição.
    Sabem o que há entre um homem e o seu vício? Nada.
    Dormimos com ele. Vivemos com ele. Respiramos com ele. Faz parte da pele. Faz parte de nós.
    Não nos larga. Nunca. Senão não era um vício.
    Qual é o meu vício? Fica para outra altura. Outro cigarro. Outro blog. Outra vida.

    Não fumo.

     

     

     

     

     

     

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