oceano

NiobeNone but one

Renasci junto a um oceano branco

em braços de mar salgado

quando

ainda acreditava que todos os dias amanheciam. e eram meus.

havia uma espuma e um mar em cada coisa. percorria-nos o sol.

na erva fazíamos um pequeno mundo imenso. plantávamos flores para oferecer ao escriturário do 4º esquerdo.
crescíamos e riamos deitados no chão da escada, imundos e nus.

gostava de pendurar flores nas janelas

(decrescer)

Comentário promovido a gente grande

Por causa de um beijo. E quantos beijos há?

O beijo que se deu. o beijo que se lembra. O beijo que se deseja. O beijo que não se devia. O beijo negado. O beijo roubado. O beijo imaginado. O beijo molhado.

O beijo que acorda, o beijo que adormece, o beijo que enlouquece.

O beijo mata. Mas mata de quê? De raiva, de amor, de luxúria, de desespero, de sofrimento?

O beijo é tudo isto e mata de todas as formas.

Interrompemos aqui a emissão para uma notícia de ultima hora

Uma epidemia de beijos está a espalhar-se rapidamente pelo país e começa já afectar Espanha e as ilhas. Nas ruas toda a gente se abraça e beija indiscriminadamente. Os hospitais estão cheios de pessoas aos beijos. Há engarrafamentos em quase todas as esquinas porque as pessoas saem dos carros para beijar e serem beijados.

Por todo o lado há bocas que se abraçam.