caminhar nos bosques


3 Comentários

  • Isabel Pires

    Ainda não li nada dele e agora fiquei com vontade de ler estas caminhadas.

    Algumas das passagens do artigo em que parei mais um bocado:

    “Quando em Portugal se discutem os méritos da meritocracia, em que a apologia da fama, riqueza e sucesso como sentido para a vida, quando todos somam destinos turísticos, fotos na piscina e creem que fazer-se fotografar em cidades e monumentos é viajar e que somos obrigados a tudo ver e tudo conhecer sob a ameaça de passarmos pela vida em vão, é maravilhoso que venha uma pequena editora lembrar-nos de Walser e das suas caminhadas nos bosques suíços, de preferência no inverno e com neve.

    Caminhadas que nada tinham de viagem, peregrinação, rebeldia ou afirmação identitária; eram a mais pura vagabundagem onde o que menos importava era a partida ou o regresso, mas tão só o caminho, o movimento, os pequenos detalhes da paisagem, das nuvens, do céu, das cores dos bosques.”

    Sabe porque não me tornei um escritor de sucesso?Quero dizer-lhe: é que não possuía um instinto social suficientemente desenvolvido. Não representei o suficiente para agradar à sociedade. (…)
    Consideraram-me sempre um zero à esquerda, um inútil. Deveria ter misturado nos meus livros um pouco de amor e de tristeza, de solenidade e de aprovação.”

    “É preciso, pois, que haja vidas que não seguem o curso normal, mas caminhos alternativos ou destinos estranhos”.

  • Luis

    Como um velhote com questões psiquiátricas, que passa os seus dias a passear pelos bosques, consegue ser tão aliciante

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