As reportagens, as “coberturas” são uma treta. A gente hoje vê os filmes sobre o woodstock e construimos uma imagem baseados em algo que alguém construiu para nós.
A única maneira de saber como de facto foi, é estar lá. Com a vantagem de sentir em vez de ver.

Lembro-me de estar num festival e passar uma equipa de reportagem à procura do folclore. Por mim, que sou um gajo mais ou menos normal sem tatuagens nas orelhas nem piercings nas unhas dos pés, passaram a voar.

Como se capta o “espírito” de um acontecimento? Não faço ideia. Talvez noutra altura faça. Agora não.