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Aqui está-se para lá das mangas

está-se nos sorrisos e nos dedos

cheira bem
cheira a tardes de domingo com sol. cheira a felicidade.

sol

Escrevi isto só para mim, no dia 19 de Janeiro de 2009.

Olhei para o calendário, comparei os dois dias, esse e hoje. Em ambos um quadrado igual.
Num o número 11, e no outro o 19. Não me pareceu significante.

Olhando para mim, na medida em que as fotografias que guardo me dizem, também estou mais ou menos na mesma.

Se aquele dia é um dia como hoje, e se aquele é um eu como eu, como raio é que hoje não sou o mesmo?


13 Comentários

  • Isabel Pires

    Estar é diferente de ser.
    Felizardo por, por fora te achares mais ou menos na mesma; e por, do lado de dentro, constatares que não és o mesmo.
    Não é por causa desta última parte que se diz que o envelhecimento é bom?

  • Luis Rodrigues

    cada dia é diferente dos outros, para cima para os lados e para baixo

    essa a nossa sina e a nossa esperança

  • Inconfessável

    Desculpa, para mim a premissa está errada. Nem aquele dia é um dia como hoje, nem o eu do outro dia é o eu de agora, é por isso que estás, definitivamente, diferente.

    • Luis Rodrigues

      Eu é um. Se sou diferente, sou outro. Não deveria mudar de nome? Arranjar amigos novos? Tirar outro cartão de cidadão?

  • Inconfessável

    Eu é um, diferente a cada segundo que passa. Pessoalmente, sinto-me bem com esse processo.
    Há quem gostasse de viver eternamente

  • Luis Rodrigues

    Estava a imaginar um encontro entre o eu passado e o eu presente. De que falariam.

  • Luis Rodrigues

    Estas cenas continuam a baralhar-me todo.
    Isso seria conversa a um, a dois, a quatro ou a muitos?

    • Inconfessável

      a três. o passado, o presente e o futuro. Diz lá, tu que és todo a favor de programas, se não gostavas de poder programar o futuro?

  • Luis Rodrigues

    Tás a ver? eu pergunto, a 1,2,4, ou mais? E tu: a 3…
    😀

    Gostava de poder poder programar as más, as boas não. Para serem ainda melhores.

    O que não quer dizer que aconteçam por acaso. Há que fazer com que aconteçam, mas o que acontece raramente é o que se pensou.

  • Carla

    O excesso de poesia anda a dar cabo de ti.

    Ora, se ninguém se banha duas vezes na mesma água do rio, como queres que os dias sejam iguais se nem o mês têm em comum?

    E depois, tu até podes estar igua, só te sentes diferente.

  • Luis Rodrigues

    se for a nadar com a corrente, ou se me meter no carro e for apanhar a água mais abaixo, posso banhar-me duas vezes na mesma água do rio 🙂

    • Carla

      Não compliques!!!

      Deixo aqui o «l» que me faltou lá em cima (se bem que parece outra coisa, mas não é).

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