A história é escrita pelos vencedores

Entre 1942 e 1944 morreram de fome cerca de 3 milhões de pessoas na Índia.

Enquanto em Bengali se morria de fome, cereais eram enviados para todo o lado excepto para a India. Barcos carregados de trigo da Austrália paravam em Calcutá e eram enviados por Churchill para a Europa, muitas vezes só para constituir reservas.

Quando oficiais e até o Vice-rei escreveram a Churchill que era essencial ajuda, que os indianos estava a morrer à fome, Churchill escreveu na margem do relatório: Então porque é que o Gandhi ainda não morreu?

Enquanto se morria de fome aos milhões, Churchill ordenou o envio da India para Inglaterra de 70000 toneladas de arroz no inicio de 43. No outono de 43 a Inglaterra tinha 18 milhões de toneladas de comida armazenada.
Perante os apelos insistentes, Churchill responde assim:
“I hate Indians. They are a beastly people with a beastly religion. The famine was their own fault for breeding like rabbits”

Churchill é um herói. Hitler o sinonimo de diabo na terra.

Os Judeus merecem ter um nome ‘Holocausto’, 50 milhões de filmes e a prisão para quem se atreva a pôr em causa a sua tragédia.

Os indianos merecem call-centers.

https://www.bbc.co.uk/blogs/thereporters/soutikbiswas/2010/10/how_churchill_starved_india.html

6 comments on “A história é escrita pelos vencedores

  • alexandra g. says:

    Besta obesa com charuto!
    Não é à toa que se instalam call-centers na Índia, em Portugal, Polónia, etc.
    Pobres, até miseráveis, mas excelentes com a aprendizagem por nossa conta (se isto não é ensino, seguramente será uma outra forma de fumo sólido, mas é preciso saber erguê-lo contra quem nos vai fazendo vergar.

  • Miguel says:

    Não foi caso único. Houve vários episódios análogos, durante o século XIX, anteriores ao Churchill. Foi sistémico (“free trade”, colonialismo,etc): um esboço dessa História foi feito por Mike Davis em “Victorian Holocausts: El Niño Famines and the Making of the Third World”. É História pouco conhecida.

    • Luis says:

      Pois, a questão é essa. Onde estão os critérios do que se dá a conhecer e do que não, e quem escolhe os critérios.

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