às duas da manhã, as ruas não são as mesmas que ás duas da tarde,
não é sequer o mesmo planeta

6 comments on “

  • alexandra g. says:

    logo no início, aquela guturalidade pareceu-me dos cantos Tuva.
    gostei, também da foto.

    em tempos muito idos o José Miguel Silva alimentou uma rubrica, num blogue agora inactivo, que dizia assim: Gosto de ti quando estás sozinho, sempre com imagens como esta que aqui colocaste, explorando vértices afins: solidão, cidade, noite, chuva intensa e uma sombra delineada, ou mesmo uma figura clara, mas sempre sem mais vivalma por perto.

    • Luis says:

      !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! impressionante

      e é mesmo! ontem estava a voltar para casa e começou a tocar isto, nem os sound hound nem os shazam reconheceram,
      o que aqui está foi gravado com o telefone a partir do rádio do carro, porque não encontro isto em sitio nenhum
      e tu pimbas, parece o tuva! 😀

      gosto dessas ‘imagens’ por isso prefiro as ruas à noite, mas depois há que misturar muitas outras coisas, que não se faz sopa só com rabanetes.

  • alexandra g. says:

    Algures entre este tempo, os 2:34′ e os 3:11′, tens Tuva, puro Tuva, mas a Susheela Raman vale por igual: tudo (pertence ao CD “Love Trap”; tenho outros, igualmente bons, mas este foi mesmo o primeiro que tive) excelente 🙂

    https://www.youtube.com/watch?v=fQ395SgnHEw

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    P.S. – há uns anos, ainda residindo em Coimbra, tive o enormissimo privilégio de assistir, no Teatro Gil Vicente, a um espectáculo de cantores Tuva, desde crianças (é de ficar pregada à cadeira, sem saber como levantar!) até gente muito idosa. Esta gente tem que praticar desde a mais tenra infância, para modelar o aparelho fonador, alguns, acredita, são de arrepiar, saí daquela sala com a sensção que enuncias no teu postal: noutro planeta 😀

  • Isabel Pires says:

    Gosto do dia com sol praticamente na mesma medida em que gosto da noite.

    Quando comecei a trabalhar, tive horário nocturno durante três anos.
    A grande vantagem era o encurtamento do tempo efectivo de trabalho, já que cada hora valia por hora e meia. (Não sei se ainda é assim na fp.) Também achava agradável haver pouco trânsito, uma certa calmia em relação ao dia, pois são menos as pessoas que trabalham de noite (o ambiente no trabalho também tendia a ser mais agradável); e gostava desse ‘ar’ diferente das ruas de que falas.
    O reverso era não poder ir a nada ‘cultural’ porque esses eventos acontecem à noite e por vezes durante a semana, ou nunca poder ir a um jantar, etc., e por isso a sensação era de a vida estar mais dominada pelo trabalho.
    Com o tempo percebi o que a noite tem de mau, a insegurança, os perigos. Os mesmos lugares palmilhados de dia não são os mesmos lugares palmilhados de noite, também pelo lado adverso. A escuridão, o sermos menos e alguns dos excessos aparecerem mais de noite, deixa-nos mais desprotegidos, sobretudo nos meios pequenos.
    Daí que, se actualmente tivesse uma proposta do género, agarrava com gosto se fosse em cidade grande (também há mais opções culturais e em mais dias), mas rejeitaria se fosse em meio pequeno (mesmo que houvesse o mesmo tipo de compensação).

    A apreciação do dia e da noite, e a comparação que fazemos entre uma zona e outra, têm muito que ver com o propósito com que nos movimentamos, com o que fazemos nesses tempos, se é trabalho ou lazer, e também com as características do lugar.

    Evito colocar as questões em termos de diferenças entre homens e mulheres, mas creio que neste aspecto não há dúvida que uma mulher que regresse do trabalho à uma ou duas da manhã, está mais exposta do que um homem.

    • Luis says:

      o meu objectivo de vida é ter a segurança de não ter que pensar na segurança

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