Um hino à virgem

Of one who is so fair and bright
Velut maris stella, [Like a star of the sea]
Brighter than the day is light,
Parens et puella: [Both mother and maiden]
I cry to thee, thou see to me,
Lady, pray thy Son for me,
Tam pia, [so pure]
That I may come to thee.
Maria! [Mary]
All this world was forlorn,
Eva peccatrice, [because of Eve, a sinner]
Till our Lord was yborn,
De te genetrice. [through you, his mother]
With ave it went away,
Darkest night, and comes the day
Salutis; [of salvation]
The well springeth out of thee.
Virtutis. [of virtue]

Lady, flower of everything,
Rosa sine spina, [Rose without thorn]
Thou bare Jesu, heaven’s king,
Gratia divina: [by divine grace]
Of all thou bearest the prize,
Lady, queen of paradise
Electa: [chosen]
Maid mild, mother
es effecta. [you are made]

composto em 1929 aos 16 anos de idade

A melhirorenda o msusimportsnte
I tempo e atencao
Nai se compra nem sevoags

Mesa ao lado vou mostrar a periquita
Wusl e cena ds cslcs as neia perna oué ou nso
Nito umsgaivits cgama

Vouao nar

anotação de dia 14/04/2019 encontrada no telefone, com idade para ter juízo

a necessidade de ser visto é das mais universais
a invisibilidade é das coisas piores que há, logo a seguir a estar quase a morrer e ser benfiquista

compreendo que sozinhos somos nada. as redes sociais explicam-se assim.
é a missa de domingo dos tempos modernos. veste-se a melhor roupinha e lá vamos nós à procura dos likes

só não quero compreender os que dizem escrever pela necessidade de escrever
e pulam de rede em rede consoante o vento que sopra. fiquei a pensar porque razão esta pose me desagrada mais que outras
o freud explicará

Produtores e consumidores

Cada um tira a sua satisfação como entender. A fazer coisas ou a usar o que foi feito.

Como dizia a minha mãe, tenho formigas no rabo e não sei estar quieto. Dormir é um desperdicio de vida que podia muito bem ser usado para fazer coisas. Tento que sejam úteis, mesmo tendo alguma dificuldade em concretizar o conceito de utilidade.

Desconfio que também nisto sou maioritariamente minoritário. A sensação que tenho é que é que o normal é que os tempos livres sejam gastos mais a ver, ler ou ouvir do que a tocar, escrever ou pintar. Somos mais voyeurs que participantes activos.

Esse voyeurismo entranha-se na personalidade e explica a casa dos segredos, o correio da manhã e as redes sociais.

Nada disto é por acaso. É necessário para o admirável mundo novo.