som do silêncio

 

Hello, darkness, my old friend
I’ve come to talk with you again

 

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone

 

 

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening

 

 

And the sign said
The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls
And whispered in the sound of silence

A verdade da mentira

Estou habituado a ouvir mentiras, dizer a verdade nunca ganhou eleições.

Mentira é considerar uma grande vitória emprestarem-nos meia dúzia de tostões, que não dão para pagar nenhuma das medidas que estão a ser tomadas, como o pagamento do lay-off, etc.
Essa “ajuda” vamos ter (nós) que a pagar mais tarde e com juros.

É uma mentira parecida com o dizer que os bancos quando nos emprestam dinheiro, o estão a fazer para nos ajudar e não para ganhar dinheiro.

Mas o que me irrita um pouco é mentirem com argumentos que só se podem dizer a quem se considere totalmente estúpido.
E daí não suportar a parva da directora geral da “saúde”.

É óbvio que não recomendam o uso generalizado de máscara porque não há que cheguem.

Vai daí, ela dá como argumento para não se usar máscaras o perigo que pode ser o seu uso incorrecto. Não sei como é que não se proíbem os carros e todo o tipo de utensilios eléctricos. Porque se se mal utilizados também são perigosos.

Não reutilizar máscaras e não lhe tocar com a mão. O argumento dela implica que os portugueses são tão burros que não conseguem executar estas duas coisas.

E continua. Se mal utilizadas contribuem para uma falsa sensação de segurança. Por esta ordem de ideias há que proibir os cintos de segurança. Se estiver mal colocado também contribui para uma falsa sensação de segurança.

É por isto que vejo poucas ‘notícias’, só o essencial para saber o que se passa. Não gosto de quem me ofende.

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Ponto de vista

Deve haver milhões de desenhos, pinturas e esculturas da crucificação.

E quem está na cruz, o que vê? Esta pintura mostra a coisa vista do outro lado.

O normal é vermos as coisas do nosso lado. Mas é saboroso espreitar o outro.

 

https://wiki/seen_from_the_Cross

Diz a wikipédia que é uma imagem invulgar por jesus não ser o centro da cena.
É outra forma de o tornar central. Ver pelos olhos dele.

À nossa

Querido, achas que sou bonita?
Eu não diria bonita, pois trata-se de um conceito adoptado pelas classes dominantes para classificar animais humanos dentro de padrões de beleza culturalmente preestabelecidos.

Isso quer dizer que sou feia?
Cosmeticamente diferente é o termo mais adequado.

Mas, ainda me amas?
O amor é um sentimento inventado pela burguesia com intuito de subjugar os indivíduos a um único modo de pensar a sociedade, tirando-lhes a razão e o senso crítico.

E depois?
Depois, nutro por ti um sentimento de co-participação em interesses de ordem habitacional, económica e sexual.

O quê? Quer dizer que tu só me queres como mulher-a-dias e prostituta?
Não se diz mulher-a-dias e sim higienizadora ambiental. E tratar parceiras sexuais alugadas como prostitutas não é politicamente correcto.

Deves estar louco.
Emocionalmente fora do padrão.

Bem me avisaram que eras um chato.
Chato não, pessoa interessante de maneira diferente.

Como fui cega…
Desprovida de capacidade visual é mais correcto.

Não sei por que casei contigo!
Desconheces o motivo que te levou a submeter a uma institucionalização oficializante do relacionamento de co-habitação entre duas pessoas de sexo não coincidente.

Idiota!
Pessoa com ideia fixa.

Para mim chega! Vou procurar um amante que me queira.
Não precisas de recorrer a este tipo de relacionamento com padrão não convencional, nós ainda podemos partilhar de uma coexistência saudável como duas pessoas com referências diferenciadas da cultura dominante.

Prefiro viver com um lavador de carros a continuar contigo!
A tua preferência em manter uma co-habitação de carácter afectivo com um especialista em aparência de veículos, não te dá o direito de comparar opções de meio de sobrevivência alternativo com o meu comportamento que se diferencia dos dogmas do status-quo.

Ah, por que é que não podes ser uma pessoa normal?
A normalidade é uma convenção imposta.

Chega, não aguento mais! Quero ver-te morto.
O que tu desejas é transformar-me num indivíduo metabolicamente inviável.