Que faria eu, senhor!

Uma palavra

Para conquistar as tormentas seria capaz de muito, até de sofrer.
Mas para me perder nos teus lábios, que faria eu, senhor!

Cruzar oceanos, caminhar montes e vales, derrubar as árvores mais fortes. Tudo seria pouco.
Qualquer proeza é mesquinha face à luz que ferve nos teus olhos.

Meu deus, faz-me uma montanha tão alta que lhe alcance o coração

Os fascistas de esquerda

Acho graça à malta que acredita na democracia representativa em que de 4 em 4 anos se põe o papelinho numa caixa.

Dizendo melhor acho graça aos que acreditam na democracia, mas só quando ganham.
Se quem ganha são os ‘maus’ então é o fim do mundo, a humanidade está desgraçada e toda a gente vai sofrer.

Isto porque tomam o umbigo pelo mundo, e não é assim.
Quem ganhou é por teve o voto da maioria, e vai acontecer o que a maioria quer e isso é bom.
Não é assim que funciona?

Como se decide o que está certo? Não é pelo poder do voto do povo?
Então quem ganha são sempre os bons.
Há que aceitar estar errado, que o bom e o certo é quem ganha. Porque esses vão fazer o bem pela maioria que os escolheu.

Mas não. Há uma esquerda que se arroga duma sapiência como que divina.
Ofendem-se mais com quem questione o seu caminho, do que um cristão quando ofendem a bíblia.

Vejo tanta intolerância e tanta incapacidade de diálogo em que se diz de esquerda como em quem se diz de direita.

E ser verdadeiramente de esquerda é ser tolerante, é ser solidário.
É sentir na pele que a minha humanidade é igual á tua humanidade.

PS. Qualquer ponto de vista aqui expresso não reflecte a posição do autor, que é sempre de opinião contrária.