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  • 02 Mai 2019

    As palavras

    Mário Viegas
    As palavras
    Mário Viegas As palavras

    somos nós

  • 02 Mai 2019

    Escorrimentos dum fim de tarde ao sol

    A relação que temos com a terra não pode ser de amizade. A roupa e os sapatos servem para nos isolar do chão e ar que incomodam. Se gosto não quero trapos no meio. No que escolho é para estar sem nada.

    Sei que toda a gente sonha. Se sonharem como eu sonho (que não é demais) como cabem esses sonhos todos dentro do mundo?

    Abomino as relações virtuais com gente que se finge conhecer.

    A amplitude do balançar dos braços tem a ver com amplitude do andar? Ontem vi uma mulher que não mexia os braços. É que ela mesmo assim, andava. Muito estranho.

    Quero estar ao sol. Mesmo que não faça porra nenhuma, é melhor estar ao sol.

    Há as coisas que percebo, há as coisas que não percebo e há as coisas que não quero perceber. Dizem que no meio é que está a virtude. No meio …

    Entre ser a rainha da Roménia e a doninha da Doménia vou para casa da Laura.

    De manhã nasço. À noite o meu epitáfio diz sempre o mesmo “Até amanhã”.

    Hoje fiz algumas coisas pela primeira vez este ano. Mesmo sem querer pensei se seria tarde ou cedo.
    Alguém inventou os meses e os anos, que só existem porque a gente lhes obedece como se fossem feitos de pedra.

    Já um maluco ou outro se deve ter posto a contar os grão de areia que há na praia. Eu não conto porque não me serve para nada.
    Há muitos malucos que todos os dias contam os dólares que há no banco. Eu não conto porque não me serve para nada.

    Não há pretendente a poeta que não tenha escrito sobre a maravilha do mar e do sol. Então qual é problema do aquecimento global? É mais sol e mar. O que me chateia mesmo é o arrefecimento global.

    Só gosto do que é grande dentro do que é pequeno. Do que se vê no que não se vê. As grandezas insufladas de ar são o tédio.

    A UE já deve ter definido bem o que é uma unidade, não? Uma uva não pode ser do tamanho que quiser, sob pena de deixar de ser uva.
    Já as casas podem variar mais. Os humanos são mais desmedidos que a natureza. E o amor? E o ódio? Quanto mais humano menos tamanho tem.

    Haverá outra espécie animal que viva em sociedade com tanto cuidado para não se tocarem entre si?
    Na praia a toalha tenta-se que fique o mais afastado possível de todos as outras. No metro, na rua, no trabalho o toque não é coisa bem vista. Mas consta que somos um animal social.

    Tenho o rantanplan à minha frente. Passou-lhe um saco por cima. O saco seguiu e quando já ia a perder de vista o rantanplan levantou devagar a cabeça para ver o que se passava.

    O ícaro era mesmo burro. Não se estava mesmo a ver. Se já daqui arde como arde…

    Nunca fiz um cruzeiro. Por vezes quase que me deixo convencer. Depois vejo passar estas cidades sobre águas. Milhares de janelinhas aritmeticamente alinhadas. Buracos para humanos. Isto não é o mar.

    Já repararam nos pombos a andar? São mesmo desengonçados. Ora se os pombos são o símbolo da paz, será que estamos a dizer que a paz é desengonçada?

    As flores, sejam de estufa ou não, precisam de estrume. Mas todos querem ser flor e poucos ser estrume.

  • 03 Mai 2019

    Tesourinho animante

    Fez-me rir, pôs-me a cabeça a andar à roda, e quando acabou desejei que tivesse mais três horas de filme.
    São tão os raros os filmes que não têm pretensões de ensinar nada, mas que nos ajudam a perceber tudo.

    Voltei ao principio. Quero ficar mais um bocado neste filme.

    And even the horses had wings

    Let’s Get A Little Sentimental

    Stabat Mater

    Ode to a screw

    Como fumar um parampo – Lição 1

  • 03 Mai 2019

    Quem foi o Jorge Afonso?

    No fim do almoço vieram oferecer-me um moscatel. Como sabe esta gente que sou de Setúbal?
    Não nasci nem vivo lá, mas sou de lá. Na verdade sou de muitos sítios, como as raízes de uma árvore. Mas a raiz mais forte é de lá.

    Amar é fácil. É o meu estado natural. Amar o que a cada momento ame de volta já necessita de um qualquer encontro astral.

    Nenhum de nós é racista certo? Então porque é que os casamentos inter-raciais são raros? As raças existem? E é assim tão mau gostar mais de uma raça do que de outra? Vejo qualidades em tudo mas nada é igual. Donde veio isto de sermos iguais? Não somos.
    Ah e tal, o mal está nos preconceitos. Julgar injustamente, sem avaliar objectivamente em função dos méritos da pessoa em si. Talvez, mas esta conversa não vai dar a lado nenhum.

  • 05 Mai 2019

    Segunda lei da termodinânima

    Todos os sistemas tendem para um estado de máxima entropia.

    A entropia é o fim da estrada. Tudo se transforma em tudo, até se tornar intransformável, estado de máxima entropia.

    Muitas formas de energia se podem transformar em calor, mas o calor não se transforma.
    O calor é o resultado de tudo o que veio antes, mas depois não gera nada.

    O calor vem do movimento das partículas, quanto mais agitadas estiverem, maior o calor. Esta agitação significa desordem, significa caos.

    Tudo tende para o caos. Esta é das leis mais fundamentais do universo. Todo o sistema isolado tende para o caos. A entropia explica porque se pode partir um copo, mas não despartir, e porque não se pode voltar atrás no tempo para não o partir.

    O que vale são os sistemas abertos, a máquina mantém-se a funcionar pela interação entre sistemas. Reduz-se a entropia de um sistema pelo aumento da entropia global. Evita-se cada caos pela geração de outro caos.

    Bom dia de caos 😀

     

     

    A malta fala no big bang, que o universo se está a expandir.
    O normal é pensar-se, ok as galáxias e aquelas coisas lá no espaço estão a expandir-se.
    É deixá-las.

    Mas não. Nós somos parte do universo, tu e eu estamos também a expandir juntamente com as andrómedas.

     

     

    Ps. Não façam mal aos malmequeres