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Riscos da embriaguês

Leva as pessoas a pensar que estão sussurrar, quando não estão

É a principal causa de danças extremamente absurdas

Faz com que se conte a mesma historia chata, vezes sem conta, até ao ponto de te quererem partir a cara

Resulta em dizer coisas idiotas como porl esempelo ixxtos.

Acredita-se que aquela moça que não te liga nenhuma está realmente mortinha por um telefonema teu às 4 da manhã

Ficar intrigado tipo “onde pus as calças?”

Ter a certeza de certos poderes místicos de Kung Fu

É a principal causa de inexplicáveis queimaduras em tapetes e sofás

Gera a falsa crença de que as pessoas se estão a rir das tuas piadas

Causar um influxo na dimensão espaço-tempo, com pequenos (por vezes largos) espaços de tempo que parecem literalmente desaparecer

O consumo de álcool pode, eventualmente, causar gravidez

Comportamento humano

Gosto imenso de observar o comportamento humano. É engraçado.
E este Dan Ariely ajuda-me muito.

Are we in control of our decisions? | Dan Ariely

A segunda opção é estúpida. A terceira é o mesmo preço, e inclui o acesso online.
É claro que as pessoas não são estúpidas e por isso ninguém subscreveu essa opção.
E o que acontece ao retirar a opção desnecessária? As opções das pessoas mudam, e a maioria passou a escolher a primeira opção.

Outro exemplo. Entre um fim de semana em Paris ou Roma com todas as despesas pagas, parte escolhe Paris, parte escolhe Roma.

Agora se a escolha for um fim de semana em Paris ou Roma com todas as despesas pagas e um fim de semana em Roma com todas as despesas pagas excepto 5 euros que tem que se pagar pelo café.

A introdução duma opção desagradável, faz com com que a opção de Roma sem o pagamento dos 5 euros se torne mais apelativa, e a percentagem de pessoas que escolhe Roma sem pagar os 5 euros aumenta.


Ou seja não é difícil alterar as nossas escolhas manipulando a forma de apresentação das opções. E quem sabe disso tem uma tentação enorme de nos querer transformar em marionetas.

Para que as pessoas escolham a opção A, põe-se ao lado uma versão pior do A. De repente a versão original parece melhor do que era antes. Isto resulta muito bem em eleições, votar no A porque o B é pior 🙂

Isto levanta outra questão. Que é a dificuldade que temos de pensar em termos absolutos. A gente relativiza, é melhor, é pior, escolhemos com base no que podemos ganhar ou perder. Os assinantes do Economist escolhiam a terceira opção não por ser boa, mas por ser melhor que a segunda.

Essa é outra das nossas irracionalidades e da razão de fazermos más escolhas.


Por isso gosto dos sem terra, dos sem rumo e dos enamorados

é a única forma de sermos inevitavelmente absolutos

e absurdamente admiraveis