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correr na lâmina da navalha


Blade Runner

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Drummond

Quem se lembra do live Aid?

Live Aid 1985 – CBC video – The Cars – "Drive"

Das campanhas para ajudar a combater a fome em África.
Nunca mais se tornou a ver imagens destas na televisão, e raramente se fala em fome.

Será que já não se morre de fome pelo mundo fora?
Ou será que é por ninguém ter interesse em a mostrar, nem interesse em a ver?
E porque as crianças que morrem não são ‘nossas’.

Jim Jefferies

Estes dias estive a rever os stand-ups do Jim Jefferies. Não é tão bom como o George Carlin, mas há ali algo em comum. O que o George Carlin dizia não é comédia, é muito sério. Eu rio-me como me rio quando me dizem algo que me deixa desconcertado e sem saber o que fazer. A melhor defesa perante o inesperado é rir. Isso é o que o George Carlin fazia. E o Jim, em menor escala, também faz. Descobrir-nos a careca, dizer aquilo que não se diz. E a gente á falta de melhor reacção, ri-se.

Não encontro

Tenho a lembrança duma musica da Maria Bethânia (acho) que não encontro. A letra dizia uma coisa do género, gosto de um pelas suas qualidades, e gosto do outro pela falta dessas mesmas qualidades.
Compreendo e sinto bem isso. Gosto do negro por ser tão negro. E do branco por ser tão branco.
Mas então porquê toda esta inquietação e insatisfação?

Maria Bethânia
Gita
Maria Bethânia Gita