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A língua não são palavras

Em tempos estudei inglês no instituto americano. Para além de ter gostado muito, nunca mais me esqueci do elogio dum professor.
Que apanhava mais que as palavras e gramática, entendia a cultura.

Ultimamente tenho lidado muito com malta do Brasil, e tem sido difícil. As palavras que se usam no dia para descrever as coisas nunca são as mesmas que cá. É o banheiro, o café da manhã, a tela, etc etc.
O tratamento por tu, em São Paulo é “você”. No inicio até pensei que era ‘respeito’, mas não. É o que se usa, é o costume.

Ontem recebi um email a agradecer-me a presteza.

As palavras podem ser iguais mas a língua não é a mesma.

O mal menor

O ‘social’ diz que o Trump é mau.
E leio por aí que o Borsonaro é pior que o Trump.

Numas eleições Trump Borsonaro, os “males menores” votariam Trump.
Se nestas eleições brasileiras houvesse um candidato pior que Borsonaro, o “ele não” seria “ele sim”

O mal menor é obviamente um mal.
Nessa teoria do mal menor, não vejo linhas traçadas. Daqui não passo.
Pode-se apoiar um assassino para que não ganhe um assassino com requintes de crueldade?

Eu tracei a minha linha. A linha entre o bem e o mal.

Se não fosse intencional, seria um mundo absurdo este.
Em que quem deseje um bem maior, é o culpado de todos os males governativos.

Mas quem vota à esquerda moderada nas sindicais, no centro moderado nas deputais e na direita moderada nas presidenciais, está inocente de tudo, mesmo que com isso sustente um sistema corrupto e injusto.

Redes sociais, a minoria ruidosa

Uma minoria que confunde o mundo, com o mundo do umbigo onde vive. Há quem vá ler caixas de comentários e logo de seguida conclua, os portugueses são isto ou aquilo.

Quantas pessoas escrevem regularmente em redes sociais? É um número interessante de se saber, para não dizer importante.

Usar factos complica a lógica. Se forem 100000 isso quer dizer que os opinadores andam a falar de 1% das pessoas como se fossem a maioria.