O passado e o futuro

Eis a lógica economicista do absurdo.

A frase que nada informa e só insinua, gera mais cliques, torna-se mais popular (viral como se diz) e por isso merece mais destaque.

A frase que descreve o que se passou, fica para segundo plano. Não gera cliques nem receita.

A informação primeiro travestiu-se de entretenimento e agora tornou-se um produto que se vende como se fosse margarina.

O consumo sabe como vender. As pessoas por si precisam de pouco.
A ideia não é produzir o que as pessoas querem, mas sim que as pessoas queiram tudo o que se produz.

Criar necessidades é simples. É só jogar com os mecanismos emocionais.

Escrito em 79, cantado por vezes, vive comigo desde que o ouvi

Consolida filho, consolida

https://tintanobolso.escritas.org/um-gajo-que-se-da

Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes.

Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto.