Web Analytics

Da lei e da publicidade encapotada

Obrigatoriamente na televisão os blocos de publicidade têm que ter um separador para sabermos que o que se segue é publicidade.

A publicidade nos jornais é assinalada para distinguirmos entre o que é opinião e o que é pago. A mesma coisa com a google na publicidade que é inserida nos sites. No Facebook a mesma coisa.

Não seria hora para legislar sobre os bloggers e youtubers, que ganham a vida com publicidade paga pelas marcas, e que publicam como se fosse opinião?

Veja-se o caso da pipocamaisdoce, provavelmente o blogue mais popular desse tipo. Todos os posts fazem referência a marcas, que é sabido pagam por isso. A bem da transparência não deveria estar lá um aviso: “Publicidade”?
Para não dizer uma declaração de interesses, como certas profissões são obrigadas. Quando digo bem da Vodafone, faz toda a diferença saber-se se sou pago pela Vodafone ou não.

Porque hão-de estar os bloggers e youtubers acima da lei?

Verdade ou sinceridade?


Como podem os sonhos ajudar na vida, se sonho não é vida?

 

 

Maria Bethânia
Desssossego/Sonho Impossivel
Maria Bethânia Desssossego/Sonho Impossivel

 

É importante saber que em tudo o que é importante nada é importante. Que não importa chegar a nenhuma conclusão nem provar nenhum ponto. Baralhar e dar de novo. Andar por aí ao sabor das contradições.

É o rir

Só isto me fazia rir. Não admira que só leia jornais por vício e fraqueza.

Do Diário de Noticias:

As condições socioeconómicas dos locais de residência afectam a qualidade de vida dos seus habitantes, revela um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).
Concluiu-se que os indivíduos que habitavam em zonas menos favorecidas da cidade consideravam ter pior qualidade de vida. Assim, o que estes resultados mostram é que duas pessoas com as mesmas características — idade, sexo, nível de escolaridade — que vivam em zonas da cidade expostas a diferentes níveis de privação têm níveis de qualidade de vida distintos.

O estudo designado Neighbourhood socioeconomic deprivation and health-related quality of life: A multilevel analysis foi recentemente publicado na revista “PLOS One”.

Tem um titulo em Inglês e foi publicado numa revista estrangêrra, mas pelo menos valeu por uma boa risada.

Merda na Madrugada

Nos anos 90 passava na Super FM da 1 às 2 da manhã um programa chamado Merda na Madrugada. Era um programa invulgar, que tinha uma enorme trupe de seguidores (os merdados). Quem quisesse ligava e dizia o que lhe apetecia.

Como é evidente já na altura tanta liberdade trazia imensos problemas e conflitos. Hoje em dia seria um programa impossível. Por tantas razões, que nem dá para escrever aqui, até porque quero ir almoçar 🙂

O animador do programa era o Carlos Paço D’Arcos. Um deste dias fui tentar descobrir o que era feito dele. E dei com várias tentativas de repetir o Merda na Madrugada.

Com as as mesmas pessoas não deu porque agora têm filhos, cansaço, responsabilidades sociais, preguiça, desencanto, e um milhão de outras coisas que não tinham na altura.

Com a geração actual da idade dos merdados da altura, não dá pela mesma razão dum programa desses ser impossível hoje.

Da nostalgia

As boas memórias podem servir para muita coisa, para nos pôr um sorriso nos lábios, para nos dar força, foco ou seja o que for.
Mas não se pode ceder à tentação de querer voltar atrás e repetir o passado. Não dá mesmo.

Um bom exemplo é o Carlos Paço d’Arcos (do post anterior) que desde os anos 90 anda a tentar repetir uma fase da vida de que tem saudades. Cada repetição tem menos graça e fica mais longe do que queria reviver.

É impossível reviver o que já se viveu.
Tentar só embacia a memória e dificulta viver coisas novas, se calhar melhores.