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Da nostalgia

As boas memórias podem servir para muita coisa, para nos pôr um sorriso nos lábios, para nos dar força, foco ou seja o que for.
Mas não se pode ceder à tentação de querer voltar atrás e repetir o passado. Não dá mesmo.

Um bom exemplo é o Carlos Paço d’Arcos (do post anterior) que desde os anos 90 anda a tentar repetir uma fase da vida de que tem saudades. Cada repetição tem menos graça e fica mais longe do que queria reviver.

É impossível reviver o que já se viveu.
Tentar só embacia a memória e dificulta viver coisas novas, se calhar melhores.

Merda na Madrugada

Nos anos 90 passava na Super FM da 1 às 2 da manhã um programa chamado Merda na Madrugada. Era um programa invulgar, que tinha uma enorme trupe de seguidores (os merdados). Quem quisesse ligava e dizia o que lhe apetecia.

Como é evidente já na altura tanta liberdade trazia imensos problemas e conflitos. Hoje em dia seria um programa impossível. Por tantas razões, que nem dá para escrever aqui, até porque quero ir almoçar 🙂

O animador do programa era o Carlos Paço D’Arcos. Um deste dias fui tentar descobrir o que era feito dele. E dei com várias tentativas de repetir o Merda na Madrugada.

Com as as mesmas pessoas não deu porque agora têm filhos, cansaço, responsabilidades sociais, preguiça, desencanto, e um milhão de outras coisas que não tinham na altura.

Com a geração actual da idade dos merdados da altura, não dá pela mesma razão dum programa desses ser impossível hoje.