• 26 Ago 2016

    Da cena dos aniversários

    O tempo. A gente gosta de fazer marcas no tempo por um motivo qualquer.
    E nem vou por aí agora, para haver uma mínima probabilidade de registar o que me trouxe aqui.

    O tempo tem três estados reconhecidos. Passado, presente e futuro.
    Os aniversários tendo a ver com o tempo que passa, há-de cair numa dessas três categorias.

    Celebrar o passado faz sentido na conclusão de algo que tenhamos feito, e que seja digno de memória. É preocupante dizer que o nascimento é o momento mais merecedor de reconhecimento do meu passado. Se forem fazer uma festa na data do meu nascimento, façam-na aos meus pais, que eu para aí participei zero.

    Há várias coisas do meu passado que podia festejar e relembrar com prazer.
    O nascimento não é uma delas. Não me lembro, nem tenho nada a ver com isso.

    Celebrar o futuro, nem vale a pena gastar tinta. Já lá dizia o João Pinto, prognósticos só no fim do jogo.

    Resta o presente. Acho que é isso que celebramos, o presente. Celebramos o facto de se estar vivo.

    A cada ano, lembramos fulano de tal: É pá, estás vivo, Parabéns.

    (A excepção são as crianças, claro. Essas celebram com enorme prazer como fonte de receita 🙂