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Estranho

Quando voltava do almoço, passei por um baldio.
De repente, a terra que estava no chão começou a levantar-se em direcção ao céu.
Parecia que aspirada lá do alto. E céu adentro, desapareceu.

Estranho, pensei eu com os meu botões, o que me vai acontecer mais?
Ver água cair do céu como se por milagre, e desaparecer pelo chão adentro?

rain

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Comentário promovido a gente grande

amor

Por causa de um beijo. E quantos beijos há?

O beijo que se deu. o beijo que se lembra. O beijo que se deseja. O beijo que não se devia. O beijo negado. O beijo roubado. O beijo imaginado. O beijo molhado.

O beijo que acorda, o beijo que adormece, o beijo que enlouquece.

O beijo mata. Mas mata de quê? De raiva, de amor, de luxúria, de desespero, de sofrimento?

O beijo é tudo isto e mata de todas as formas.

Obrigado eu e sempre às ordens


Dezoito minutos deliciosos e muito bem passados.
Num dia frio e de chuva, e depois de ter que gramar com o flopetegui mais uma vez, isto esquenta-me o coração.

Uma entrevista sempre em crescendo.
Começa com algum estilo mas depois vai ganhando ritmo e as pérolas sucedem-se.
Fenomenal este Tino de Rans.

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Zygmunt Bauman

P. As redes sociais mudaram a forma como as pessoas protestam e a exigência de transparência. Você é um céptico sobre esse “activismo de sofá” e ressalta que a Internet também nos entorpece com entretenimento barato. Em vez de um instrumento revolucionário, como alguns pensam, as redes sociais são o novo ópio do povo?

R. A questão da identidade foi transformada de algo preestabelecido em uma tarefa: você tem que criar a sua própria comunidade. Mas não se cria uma comunidade, você tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar é um substituto. A diferença entre a comunidade e a rede é que você pertence à comunidade, mas a rede pertence a você.

É possível adicionar e remover amigos, e controlar as pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com que os indivíduos se sintam um pouco melhor, porque a solidão é a grande ameaça nesses tempos individualistas. Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e remover amigos que as habilidades sociais não são necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa ter uma interacção razoável.

Aí você tem que enfrentar as dificuldades, se envolver em um diálogo. O papa Francisco, que é um grande homem, ao ser eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio Scalfari, um jornalista italiano que é um ateu auto-proclamado. Foi um sinal:

o diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas próprias vozes, onde o único que vêem são os reflexos de suas próprias caras.

As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazenteiros, mas são uma armadilha.

All along the watchtower

Não há gato nem cão que não tenha feito uma versão disto

Deve ser a música mais versionada do universo e no entanto não há porra de uma versão de jeito no iutubii

Vou fazer uma cena que não deslustre. Entretanto deixo uma coisa com pó, do tempo do rock em stock

agora vou sacar um programazito que dê para fazer vídeos, depois vou fazer um video, e depois vou postar aqui o video

Para quê? para evitar o mundo.

É certo que podia fazer aquelas porras todas que tenho que fazer. Mas não posso fugir de vez em quando e fazer algo inútil que não tenho que fazer, em vez das coisas inúteis que tenho que fazer?

Ainda não fiz o video

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Ainda quero fazer

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Ainda quero ir para aqui no final do dia

jamaica

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Ainda quero saber porque raio alguém publica escolhendo para quem.
Já sei.

Ainda quero saber porque raio alguém publica e não quer escolher para quem.


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zero resultados?!?!?!
“Não há desencontros para quem se quer encontrar”

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Mais um video que devia ser feito. Não há um video de jeito desta música do jorge palma

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tão delicado que foi um instante, como devem ser todos os instantes
o intenso não deve ser breve, ao contrário da delicadeza

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Define pensar.

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A Lena d’água é feita de água? Bebe água? Foi feita com água? Ah! Foi feita por água.

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bom vou publicar já e acrescentando à medida das necessiades

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Muito tempo atrás numa sessão de formação a deformadora mostrou-nos que numa sala sem lugares marcados, as pessoas quando voltam do coffee break se sentam exactamente nos mesmos lugares onde se sentaram à chegada.
E isso deu tema de conversa para o resto da tarde: Razões e consequências.
Amanhã onde voltas à direita, volta à esquerda.

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Adormecer é a preparação para a morte.

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Para a malta que acha que as coisas são fáceis, e que sabem distinguir o que é verdade do que não é, com base no que vêem.
Se vi aquele gajo ir contra a parede é porque aquele gajo foi contra a parede. Não é?
https://www.youtube.com/watch?v=mf5otGNbkuc

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E se me pusesse a pensar no que vou fazer amanhã?
Não no que “tenho que fazer” amanhã, nem no que vou fazer amanhã mesmo sem pensar, porque é o normal de se fazer.
Quem decidiu o que é normal fazer amanhã?

Se em vez disso, fizesse tábua rasa de tudo. Não quero das imposições dos mercados, da rotina do trabalho, do dia a dia.
Se esquecer tudo o que já cá estava quando nasci e faço porque faço parte da máquina onde me puseram quando nasci.

Como se nascesse de novo. E nunca tivesse visto nada. Que fazer amanhã?

Meu amor, tu cabes dentro de mim. 😀 estou a escrever isto ao som do utubii ali de cima

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Quero voltar a mim, porra! Não quero morrer já. Deixem-me ir.
https://www.youtube.com/watch?v=hDN3c_Mp_J4

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And that’s all folks

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olha dei agora com um comentário de anteontem. Também ainda pode ser

Ah, atirar a vida borda fora!

E ficar só com olhos e dentes. Não pedia mais.