• 15 Set 2015

    A minha campanha eleitoral


    Gosto de ti calada porque estás como ausente,
    e me ouves de longe, e esta voz não te toca.
    Parece que os teus olhos foram de ti voando
    e parece que um beijo fechou a tua boca.

    Como todas as coisas estão cheias da minha alma
    tu emerge das coisas, cheia da alma minha.
    Borboleta de sonho, pareces-te com a minha alma,
    e pareces-te com a palavra melancolia.

    Gosto de ti calada e estás como distante.
    E estás como queixando-te, borboleta em arrulho.
    E ouves-me de longe, e esta voz não te alcança:
    vais deixar que eu me cale com o silêncio teu.

    Vais deixar que eu te fale também com o teu silêncio
    claro como uma lâmpada, simples como um anel.
    Tu és igual à noite, calada e constelada.
    O teu silêncio é de estrela, tão longínquo e tão simples.

    Gosto de ti calada porque estás como ausente.
    Distante e dolorosa como se houvesses morrido.
    Uma palavra então, um teu sorriso bastam.
    E eu estou alegre, alegre porque não é verdade.

    Poema 15 rés de chão esquerdo

     

     

     

     

     

     

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  • 15 Set 2015

    Rio Largo de Profundis

    por onde anda o vento que não vejo?

    não anda que não tem pés

    Rio largo de profundis
    Uma neta pra nascer
    Amor avenidas novas
    Praça de Londres a arder
    Não quero martelo e rima
    Aqui no Largo da Graça

     

     

     

     

     

     

  • 15 Set 2015

    Morrer á nascença

    Por uma questão de facilidade começo as caminhadas pelo último passo.

    Não aprecio caminhadas. Implica um caminho, um princípio e um fim e não conheço nada disso.

     

     

     

     

     

     

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