Diário sem nada de especial de um dia qualquer

Não suporto que amanhã seja mais um dia. Que hoje seja um prolongamento de agora.

Vou-me abandonar à minha sorte. Acreditar no que não creio.

Vejo uma senhora de moral alevantada por oposição às tetas abandonadas

Grande é a embarcação que se dá a navegar. (Obrigado pelo barco…)

Quais os pés mais bonitos? Os atrofiados pelos sapatos ou os marcados pelo chão?

No actual contexto sócio-económico, a taxa de amizade está muito abaixo dos valores normalmente considerados satisfatórios.

Vou dizer um lugar comum. A vida é uma espiral. Tudo se repete, só que num ponto diferente.

Escrevo com o pão que comi numa garrafa partida: A Humanidade está com hemorróidas.

Se o pensamento é o meu rio, a consciência é o seu dique.

Vontade: Mosaico de anéis e pregos.

Detesto gente cuja linguagem é a do deve e do haver. Em que a vida se alinha pelas colunas do débito e do crédito. Com cinco casas decimais.

Dançando no orvalho do tempo. Estátuas perdidas.

Ouvido na barbearia: “Doer às vezes é coisa boa. É sinal de que se vive.”

As máquinas não morrem e se morressem tornar-se-iam humanas. O maquinismo e a tecnologia é a busca da ilusão da imortalidade.

Desde que comprei o relógio que ando atrasado.

Informação

O Correio da Manhã informa que Marco Silva já está a planear a próxima época com Pinto da Costa. https://www.zerozero.pt/noticia.php?id=155129

O CM está tão à frente nesta coisa de informar que em Março de 2014 já estavam a anunciar a contratação do Marco Silva. https://www.cmjornal.xl.pt/desporto/detalhe/marco-silva-e-o-novo-treinador-do-fc-porto160253330.html

Marco SIlva

As folhas nunca se cansam

Num dia desta semana, estava no trabalho a olhar para fora e reparei nas árvores.
As folhas não paravam de se mexer, de abanar.

Nunca se sentam para descansar, não fazem pausas para almoço. E nessa noite, enquanto dormia, de certeza que elas lá estavam, agitando-se, imperturbáveis como se não houvesse tempo.

Por isso as àrvores são símbolos de confiança e de estabilidade. Derivando um pouco, fez-me lembrar um poema do Carl Sanburg
https://www.escritas.org/en/poema/599/grass

I am the grass.
Let me work.

As pessoas passam. A erva fica.