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  • 07 Jan 2014

    Não há mar que me assuste
    nem fogo que me queime

    O tédio acumula-se
    os prédios acumulam-se
    dias feitos com passado

    Não há mar não há chão
    Só dias acumulados como prédios
    sem sustos nem mar

    Dias nascidos feitos cinza
    flores de pó

    dor, leva-me daqui
    faz-me chão

    assusta-me ou ama-me

     

     

     

     

     

     

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  • 09 Jan 2014

    Era uma vez um país governado por um ditador. Um dia o povo derrubou esse ditador.

    Pensava-se que tudo estaria bem. Só que esse mesmo povo estragou tudo elegendo o partido errado.

    Entrou em cena este senhor. Derrubou o governo eleito e ilegalizou o partido que ganhou todas as eleições pós-ditadura.
    Seguiu-se repressão forrada a prisão e sangue.

    Aqui há dias no aniversário da queda da ditadura, a tropa matou 60 pessoas e feriu centenas. A imprensa mal falou nisso.

    Hoje a imprensa diz que o senhor tem grande apoio da população.
    https://pt.euronews.com/2014/01/28/egito-candidatura-de-al-sissi-recolhe-apoio-da-populacao/.

    O salazar também tinha um grande apoio e ganhava eleições. E tal como este senhor também só deixava concorrer quem ele escolhia.
    Olhando para as noticias e para o apoio que o ocidente dá a este senhor, percebe-se o cheiro pestilento que a palavra democracia deita.

     

     

     

     

     

     

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  • 10 Jan 2014
    Fraqueza da humana sorte,
    Que quanto da vida passa
    Está receitando a morte!

    E ainda há quem veja o zarolho como um jarro na prateleira.

     

     

     

     

     

     

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