• 04 Jul 2012

    Hoje saiu um álbum daqueles gajos muitas bons, e a fulana vai aparecer no filme dele, e acho muito mal que estejam a fazer aquilo assim, e se não fosse estar como estou nem queria saber nada disso. E acontecer aquilo assim de repente é chato, porque não pode ser que haja gajos que andam para aí com coisas do género e tal e coiso, mas depois vai-se a ver e não dizem nem fazem nada!

  • 04 Jul 2012

    Melão

    Enquanto esperava pelo melão, cheguei a uma conclusão.
    Rima, deve ser verdade.

    Tenho que me livrar desta ânsia da utilidade, que as coisas têm que servir para alguma coisa, senão não servem para nada.
    A subtileza que muitas vezes me lixa é a noção que uma coisa é tanto mais útil quanto mais durar, ou a mais pessoas chegar. Um gajo conhecido chega a muita gente, é importante. Escrever aqui é insignificante.

    Ninguém se sente bem com a insignificância. Ora, é impossível todos chegarmos a todos. E é por muitos tentarem, que somos hoje em dia soterrados com mais e mais coisas. Noticias, musicas, escritos, filmes, tudo. Somos bombardeados com mais coisas do que jamais seremos capazes de absorver.

    Podemos entrar nesta luta insana para chegar a mais e mais pessoas. Que isso nos trará satisfação e essa coisa indefinível: felicidade.
    Ou então, conseguir enfiar na cabeça que essa tal felicidade não é coisa que se meça. E obtê-la das pequenas coisas sem importância e que não significam nada.

    Há uma terceira via. São aqueles momentos em que todo o mundo é uma pessoa.
    E ser importante para essa pessoa é melhor do que tudo o que se possa desejar.
    É por isso que a vida sem amor é difícil demais para merecer ser vivida.

    E a culpa disto tudo é do melão.