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Ode ao Vinho

Quais são as regras de uma ode? Uma palavra pode ser uma ode? O que é uma ode? Para que serve uma ode? Que raio de nome, não é? Ode. Quem dá os nomes às coisas? E porque têm as coisas que ter nomes? E porque têm que ser? Será que são? E aonde? Donde vêm estas moléculas maradas que compõem as coisas? E porque se juntam assim, desta forma estranhamente com sentido? Ou é a nossa necessidade de ordenar as coisas que nos leva a ver um sentido onde não há? Sinto? Pinto? Não.

Justiceiros da estrada

Há tanta gente na estrada dedicada a impôr a lei e a ordem, que tenho para mim que a Brigada de Transito é desnecessária.
É claro que para os Justiceiros da estrada os maus condutores são todos os que não conduzem como eles.
Buzinam, fazem sinais de luzes e tudo o que for preciso para travar os Idiotas e Maníacos.



Hoje um Justiceiro mudou de faixa mesmo para cima de mim. Primeiro encostei-me, depois tive mesmo que travar para não batermos. Eu vinha a mudar demasiadas vezes de faixa, impunha-se castigar-me. Como não reagi, sentiu que o castigo infligido tinha sido em vão. Começou então a mostrar-me que era pessoa possuidora de dedos do meio.

Confesso que os Justiceiros me irritam profundamente. São tão rápidos a buzinar como a fugir, quando a gente se chega ao pé deles.

Hoje de manhã assim que saí do carro, o senhor dos dedos ficou sem dedos, sem janela e com um torcicolo que o impedia de olhar para o lado. É certo que a minha vontade era de lhe ficar com os dentes todos, mas podiamos ter conversado na mesma.