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  • 05 Abr 2012

    Os acasos são uma merda doce.
    Uma necessidade inevitável, acontecem mesmo sem a vontade.

    Já ouvi isto umas vinte vezes de seguida. Quanto mais ouço, mais doente e maior fico. E ainda agora não percebo como foi que isto voltou à minha frente neste momento. Não foi acaso, porque foi aqui posto num comentário. Mas porquê agora aqui neste momento, se me atravessou à frente?

    (Paragrafo)

    A passar de onde para onde? Há uma calda enorme onde nós estamos. À deriva. Não há rumo, nem destino, nem de, nem para. Uma enorme calda. E boiamos.
    Faz-me lembrar um filme argentino: O dedo. O dedo estava imerso em liquido num jarro de compota. Quando ele se mexia, as pessoas viam nisso um sinal.
    Assim somos nós, giramos sobre nós próprios, e vemos nisso movimento.

     

     

     

     

     

     

  • 08 Abr 2012

    Nascer

    Não é justo que se nasça quando somos pequenos, indefesos e sem meios para saber o que fazer.

    Devia-se nascer bastante mais tarde, no mínimo aos 15 anos.
    Assim já se nascia melhor, com outros olhos.

     

     

     

     

     

     

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