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Mais coisas que estranho…

De vez em quando passam uns filmes na televisão com os gajos da resistência francesa. Uns heróis. Os gajos que perante a invasão do seu país por tropas estrangeiras, se revoltam com risco da própria vida. Nunca vi chamarem-lhes terroristas ou numa versão mais soft, insurgentes. Palavra inventada pelos americanos e que todos os media muito obdientemente copiaram.

Sempre pensei que em tempo de guerra só fosse “crime” matar civis. E que revoltar-se contra tropas estrangeiras que nos invadem fosse pelo menos “compreensivel”.

Em 2002 numa batalha no Afeganistão em que o seu pai morreu e o irmão mais novo ficou paralizado, Omar Khadr é acusado pelos EUA de ter lançado uma granada que matou um soldado americano.

Omar Khadr tinha 15 anos. Está desde então preso em Guantanamo indefenidamente. Deve ter agora 19 anos.

Pergunta: se um moço de 15 anos está lixado por ter morto um soldado que invadiu o seu país, o que aconteceu ao soldado que matou o pai dele?

O segredo? Estar do lado dos bons, leia-se poderosos.

Contas

Ao contrário de outras guerras anteriores, os EUA não dão informações sobre os ataques aéreos que fazem. Tudo o que sabemos são pedaços que se escapam pelas frestas. Sabe-se (Courier International) que no pico da batalha pela reconquista de Fallujah os EUA lançaram 500.000 toneladas de bombas sobre a cidade.

Antes da guerra começar Fallujah tinha 500.000 habitantes, agora terá 250 a 300 mil
Os EUA passam a vida a falar das bombas de “precisão” que matam os “insurgentes” e minimizam os mortos civis.

Sou só eu que acha isso inconsistente com o facto de se lançar num curto espaço de tempo 1 a 2 toneladas de bombas por cada habitante?

Hipotenusa

Um grupo armado de portugueses rapta um soldado espanhol. Espanha em retaliação invade Portugal e prende os ministros portugueses.

Um ministro português em viagem a Madrid é mandado parar na fronteira para ser revistado e despido.

Espanha, não contente com o resultado das eleições em Portugal desvia em conivência com a banca e instituições financeiras, práticamente todas as receitas do governo português.

Na Palestina não é hipótese, é realidade.