A vida é uma coisa engraçada que me rola na mão. Das vezes que a consigo ver de fora, é giro pôr-me a olhar para as coisas. E tudo parece estranhamente igual. O que é que eu tenho a ver com tudo isto? As pessoas movem-se de um lado para outro, fazem coisas, mexem-se como se movidas por uma necessidade necessária. Para que o mundo não pare e continue a girar como antes. Quando a única finalidade que faz sentido é sermos felizes. Quantas destas necessidades necessárias nos fazem felizes?

Fecho os olhos. Devo representar a farsa de uma máquina, não porque acredite no que faz a máquina, mas porque a rosca não pode viver sem o parafuso.