Sérgio Godinho

Que força é essa,

 

Rita?

 


2 Comentários

  • Isabel Pires

    Há uns anos, no trabalho, tínhamos um grupo de cantigas e a “Balada da Rita”, e outras do Sérgio, faziam parte do nosso repertório.
    Estou a lembrar-me de outra que cantávamos e que gosto muito:

    A noite passada

    A noite passada acordei com o teu beijo
    descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
    vinhas numa barca que não vi passar
    corri pela margem até à beira do mar
    até que te vi num castelo de areia
    cantavas “sou gaivota e fui sereia”
    ri-me de ti “então porque não voas?”
    e então tu olhaste
    depois sorriste
    abriste a janela e voaste

    A noite passada fui passear no mar
    a viola irmã cuidou de me arrastar
    chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
    olhei para baixo dormias lá no fundo
    faltou-me o pé senti que me afundava
    por entre as algas teu cabelo boiava
    a lua cheia escureceu nas águas
    e então falámos
    e então dissemos
    aqui vivemos muitos anos

    A noite passada um paredão ruiu
    pela fresta aberta o meu peito fugiu
    estavas do outro lado a tricotar janelas
    vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
    cheguei-me a ti disse baixinho “olá”,
    toquei-te no ombro e a marca ficou lá
    o sol inteiro caiu entre os montes
    e então olhaste
    depois sorriste
    disseste “ainda bem que voltaste”

    Há cerca de três anos vi quase de seguida três espectáculos do Sérgio.
    Dois em sala, num registo intimista; o outro numas festas da cidade.
    Gostei muito dos primeiros e quase nada do terceiro.
    Não foi pelo alinhamento, que até nem foi muito diferente, mas pelo que se percepciona de o artista estar ou não confortável.
    Julgo que não é apenas opinião minha que o Sérgio não se destacou tanto pela voz, mas sim mais pela qualidade interpretativa que vai para além da voz, pela forma como nos faz chegar as suas bonitas letras e músicas, e isso nem sempre se compatibiliza bem com ambiente de arraial.

  • Luis

    Luis

    Eu acho que ele fala mais do que canta, e é mais compositor que cantor

Deixe um comentário