gosto do negrume

que há no rosto dela

o negro chove-me pelos dedos

os cabelos descem como beijos

e a noite era algo que guardávamos em silêncio no corpo

assim reinventámos a inútil arte de amar


19 Comentários

  • angela

    também gosto. 🙂 e dos caracóis, do olhar doce, das longas pestanas. 🙂

  • angela

    um dia, uma dessas mortes pode ser a primeira. 🙂

  • angela

    o início.uma onda nova.o frio da manhã e o calor da pelenum primeiro regresso.

  • curse of millhaven

    linda foto…a arte de amar devia nascer connosco, o amor devia ser suficiente para ultrapassar todas as dificuldades. mas infelizmente não é isso que acontece .

  • Tinta no Bolso

    haydée, útil é ter uma chave de fendas em casa 🙂
    o amor não se fez para ser útil. não deve. não pode.

    curse, o amor nasce sempre connosco. com todos. apenas às vezes não o vemos bem.

  • *

    ía-te fazer a mesma pergunta. gostei da resposta. todas as respostas são perfeitas se entrarmos na perspectivas certas. não queres falar agora da útil arte de amar? és capaz, tão capaz, não és?

  • Tinta no Bolso

    cereja, por acaso até me está mesmo a apetecer umas cerejas. fresquinhas. 🙂

    *, em vez disso dou mais uns argumentos a favor da inutilidade. 😉 tipo quando se diz é inútil, deixa ir, já não há nada a fazer. como que isso tem de abandono, de inevitável. é assim que gosto do amor. o amor que se abandona. o amor inevitável.

    ó verdades eu aqui a arrebanhar resmas de argumentos e tu a desdizer-me? ai que temos que nos zangar! :-))

  • A estranha

    Talvez seja, do que escreves-te até aqui neste blog, o que mais gostei. Muitissimo Bom!Beijos

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