Economista numa revista de psicologia

“Termos que dobrar os nossos filhos à nossa vontade, que é assim que se educam e não há outra forma. É uma violência mas é preciso que alguém o faça, e esse alguém sou eu.” Dobrar?!? À nossa vontade?!?

Aqui há dias li numa das gordas daqueles jornais que vivem de chupar na miséria alheia, fulana suicida-se deixando carta vingativa “Levo comigo aquilo que mais gostas”. Atirou-se ao rio com as duas filhas. Morreram todos.

Quero morrer também. Não quero viver neste mundo. Ou então fujo. Fujo para muito longe onde não possa ler jornais sórdidos, e não passe pela cabeça de ninguém matar as filhas para se vingar do marido.


6 Comentários

  • cris

    Porque me parece que se consideram os filhos apêndices de nós mesmos, e assim sendo nossos, no sentido não do amor mas da propriedade.
    Também não concordo, não são nossos os filhos que parimos, não são nossos os filhos que criamos.
    Não serão moeda de troca nem mote de vingança.
    São amor, são amor os filhos nossos, são o amor dos cabelos embaraçados, são amor dos gelados de morango comidos entre gargalhadas num final de tarde, são o amor das lágrimas da noite em que não apetece dormir…
    Os filhos são Tudo… pelo menos a minha pequena é-o para mim.

  • Anónimo

    E aquelas mães que matam os filhos mesmo antes de nascerem? Estão a vingar-se de quem ou de que?

  • Luis Rodrigues

    A minha sensação ao ler o comentário, foi a de uma cruzada anti aborto.

    Posso estar enganado, foi só a sensação que me deu.

    E apesar de ser importante, por causa do fundamentalismo com que normalmente se discute isto, perco a vontade.

  • Luis Rodrigues

    E relendo o que a cris escreveu aqui já há mais de 6 anos, tenho pena de não ter respondido.

    Não acharia melhor maneira de o dizer. Os filhos não são nossos.

  • bemsalgado

    Lendo pela primera vez, mas é como si relera:

    Contrariamente ao que diz o popular dito, o tempo passa em balde.

    Sete anos depois:
    Bretón mató a sus hijos para vengarse. hoy.es

    Dez anos depois:
    “El avilesino que mató a sus hijas con una radial dice que cometió el …”
    “El parricida de Moraña drogó y ató a sus hijas para poder degollarlas”

    Once anos depois:
    “Un español mata a sus dos hijos de 4 y 5 años en Alemania”
    “Horror en Atlanta: mató a sus hijos quemándolos en un horno y los …”

    A semana passada:
    “Ana Julia fue insultando a Gabriel mientras trasladaba su cadáver en el maletero”
    “Ana Julia cavó la fosa de Gabriel antes de matarlo”

    Vivemos um tempo “morto”.

    • Luis

      Será que o tempo passa mesmo’ Que “as coisas” mudam?

      Se me puser a olhar para as folhas no chão, elas também mudam.
      Com tanto sentido como nós mudamos.

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