Da permanência do desejo

Hoje desejo.

Desejo como desejava 12 anos atrás.

Desejo

Desejo como sempre desejei em todas as idades.

A diferença é que agora tenho mais presente
o desejo de chegar a velho
e ter dentes.


6 Comentários

  • Maria Papoila

    E não é pra qualquer um!

    • Luis

      Luis

      toda a gente deseja, nem que seja em surdina à noite

      • Maria Papoila

        E à noite, é o mais profundo e sincero desejo.

        • Luis

          Luis

          É a hora de ficarmos connosco sem distracções

          ou é a hora de desejar. e ser desejado.

  • Isabel Pires

    Por algumas horas esteve aqui, a seguir a este, um post sobre o karma, mas não tive tempo de escrever o que pensei quando li e que é idêntico ao que me vem à cabeça quando essa palavra é aplicada.

    Vou dizer agora.

    Muitas vezes o sentido assemelha-se a destino ou a fatalidade relativamente a situações, circunstâncias, etc. sobre as quais se pode ter algum controle, mas quer-se fazer crer que não, que pelo contrário são inevitabilidades.

    Portanto, neste sentido funciona como desculpa de mau pagador, para justificar inércia. O ficar agarrado ao karma, lei, predeterminação, destino… para não dar passos para tentar mudar o que não nos assenta bem.

    É por isso que raramente utilizo essas palavras que têm que ver com karmas, destinos, etc.. Porque entendo que é bom que nos mova esse sentido de procurar estar conforme com o que se quer e o que faz sentir bem ou o mais próximo possível, o que necessariamente implica mudanças em certas alturas, correr riscos, mesmo que sejamos muito estáveis. Tentar vejo como uma ‘obrigação’; não significa que se consiga.

    O mais normal é que haja uma linha de continuidade nas coisas que nos interessam ao longo da vida, mas vamos olhando-as de forma diferente e atribuindo-lhes importância também diferenciada e por isso queremos retirar delas também algo de diferente. E como há uma transversalidade expressiva nesta ‘lei’, que é uma espécie de ‘toca a todos’ mas muitas vezes em timings diferentes, as mudanças são ainda mais difíceis.
    (É engraçado olhar ali para o assunto deste post, que não é o que estou a comentar, e achar que este parágrafo está ligado ;))

    Por outro lado, a actual vivência em sociedade valoriza, e até ‘premeia’, as mudanças que têm que ver com a nossa esfera mais pública (trabalho, negócios, por exemplo) e ‘penaliza’ os que efectuam mudanças de monta na esfera privada.

    • Luis

      Luis

      Deseja-se e desdeseja-se 🙂

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