• 24 Ago 2018

    Pequena crónica pós-almoço

    No regresso de almoço, resolvi virar onde nunca viro. Faço isso quando tenho tempo.

    E dei com um miradouro e anfiteatro que não vem em nenhum roteiro da cidade de Lisboa.

    Nisto vejo um pedaço de mato a arder, e a crescer muito rapidamente.
    Ligo para o 112, preocupado. Que aquilo fica a 50 metros de casas, tanto dum lado como de outro.

    Há alturas em que cada segundo parece uma eternidade.
    Não sei quanto tempo tocou, mas foi mais do que devia.
    O 112 não deve tocar e muito menos um minuto ou dez, ou seja o que for.

    Cumprido o dever cívico, fui cumprir o dever jornalístico. Fazer estas fotos e videos.

    O melhor disto tudo? O povo, e o gosto de falar.

    É fogo posto, já se sabia claramente. Mais engraçado ainda, é ter sido eu a deitar fogo ao mato.
    Que me tinham visto ali à volta a tirar fotos antes do fogo começar.

    Se me forem ver à prisão gosto de petiscar queijo e vinho branco bem fresco.