• 03 Fev 2018

    Da lei e da publicidade encapotada

    Obrigatoriamente na televisão os blocos de publicidade têm que ter um separador para sabermos que o que se segue é publicidade.

    A publicidade nos jornais é assinalada para distinguirmos entre o que é opinião e o que é pago. A mesma coisa com a google na publicidade que é inserida nos sites. No Facebook a mesma coisa.

    Não seria hora para legislar sobre os bloggers e youtubers, que ganham a vida com publicidade paga pelas marcas, e que publicam como se fosse opinião?

    Veja-se o caso da pipocamaisdoce, provavelmente o blogue mais popular desse tipo. Todos os posts fazem referência a marcas, que é sabido pagam por isso. A bem da transparência não deveria estar lá um aviso: “Publicidade”?
    Para não dizer uma declaração de interesses, como certas profissões são obrigadas. Quando digo bem da Vodafone, faz toda a diferença saber-se se sou pago pela Vodafone ou não.

    Porque hão-de estar os bloggers e youtubers acima da lei?

     

     

     



  • 04 Fev 2018

    Verdade ou sinceridade?


    Como podem os sonhos ajudar na vida, se sonho não é vida?

     

     

    Maria Bethânia
    Desssossego/Sonho Impossivel
    Maria Bethânia Desssossego/Sonho Impossivel

     

    É importante saber que em tudo o que é importante nada é importante. Que não importa chegar a nenhuma conclusão nem provar nenhum ponto. Baralhar e dar de novo. Andar por aí ao sabor das contradições.

     

     

     



  • 04 Fev 2018

    Manifesto

    Limpa a secretária.
    Lava os pratos.
    Limpa o chão.
    Lava a roupa.
    Lava os dedos dos pés.
    Muda a fralda do bebé.
    Acaba o relatório.
    Corrige os erros.
    Conserta a cerca.
    Mantém o cliente feliz.
    Põe o lixo na rua.
    Cuidado para não pôr coisas no nariz.
    O que devo vestir?
    Não tenho meias.
    Paga as contas.
    Guarda a dor.
    Lava o cabelo.
    Troca os lençóis.
    Vai ao mercado.
    Repete.
    Vai trabalhar.
    Limpa a mesa.
    Mantém-te jovem.

     

     

     



  • 07 Fev 2018

    É o rir

    Só isto me fazia rir. Não admira que só leia jornais por vício e fraqueza.

    Do Diário de Noticias:

    As condições socioeconómicas dos locais de residência afectam a qualidade de vida dos seus habitantes, revela um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).
    Concluiu-se que os indivíduos que habitavam em zonas menos favorecidas da cidade consideravam ter pior qualidade de vida. Assim, o que estes resultados mostram é que duas pessoas com as mesmas características — idade, sexo, nível de escolaridade — que vivam em zonas da cidade expostas a diferentes níveis de privação têm níveis de qualidade de vida distintos.

    O estudo designado Neighbourhood socioeconomic deprivation and health-related quality of life: A multilevel analysis foi recentemente publicado na revista “PLOS One”.

    Tem um titulo em Inglês e foi publicado numa revista estrangêrra, mas pelo menos valeu por uma boa risada.

     

     

     



  • 07 Fev 2018

    Coisas que gosto

    Um gajo está a falar com outro há meia hora, e a meio da conversa: ‘tu como te chamas? Tiago.”
    “Olha Tiago, … patati patata ”

    Ou como dizia o outro, nos bares do ocidente à hora de fechar todos os bêbados se abraçam, e contam a vida desde pequeninos.
    Há uma camaradagem nos tascos e tabernas que ultrapassa o tempo.

     

     

     



  • 10 Fev 2018

    Merda na Madrugada

    Nos anos 90 passava na Super FM da 1 às 2 da manhã um programa chamado Merda na Madrugada. Era um programa invulgar, que tinha uma enorme trupe de seguidores (os merdados). Quem quisesse ligava e dizia o que lhe apetecia.

    Como é evidente já na altura tanta liberdade trazia imensos problemas e conflitos. Hoje em dia seria um programa impossível. Por tantas razões, que nem dá para escrever aqui, até porque quero ir almoçar 🙂

    O animador do programa era o Carlos Paço D’Arcos. Um deste dias fui tentar descobrir o que era feito dele. E dei com várias tentativas de repetir o Merda na Madrugada.

    Com as as mesmas pessoas não deu porque agora têm filhos, cansaço, responsabilidades sociais, preguiça, desencanto, e um milhão de outras coisas que não tinham na altura.

    Com a geração actual da idade dos merdados da altura, não dá pela mesma razão dum programa desses ser impossível hoje.

     

     

     



  • 10 Fev 2018

    Da nostalgia

    As boas memórias podem servir para muita coisa, para nos pôr um sorriso nos lábios, para nos dar força, foco ou seja o que for.
    Mas não se pode ceder à tentação de querer voltar atrás e repetir o passado. Não dá mesmo.

    Um bom exemplo é o Carlos Paço d’Arcos (do post anterior) que desde os anos 90 anda a tentar repetir uma fase da vida de que tem saudades. Cada repetição tem menos graça e fica mais longe do que queria reviver.

    É impossível reviver o que já se viveu.
    Tentar só embacia a memória e dificulta viver coisas novas, se calhar melhores.