9 comentários sobre “Bertrand Russell

  1. Inconfessável disse:

    Estou pr’aqui há não sei quanto tempo a pensar.
    sabes que sou de extremos, não gosto de pouco, quero muito.
    Agora a sério, não sei responder, talvez seja por não conseguir pensar, mas não tenho certeza de que seja por isso.
    pessoalmente, interessa-me a qualidade e não a quantidade.
    No entanto, na leitura quanto mais qualidade existe no que leio mais quero ler, ou na música, ou nas artes.

  2. Inconfessável disse:

    …e continua esta porcaria de pôr aos bocadinhos

    Na vida, tenho-me interessado principalmente pelas pessoas, pelo que pensam, sentem, pela coerência, pela honestidade intelectual, por esta levar a a qualquer outra honestidade.
    E não, não dizer pelo o amor, que é importante, mas não me interessa isoladamente.
    Se isto é muito de pouco, ou pouco de muito não faço a mínima ideia.
    Gostava e ouvir/ler a Isabel Pires, sobre esta pergunta.
    E de quem é a frase? porque conheço-a, penso, e passei sempre à frente, porque me apetece responder que nem uma coisa, nem outra.

  3. A primeira vez que passei por aqui, sorri.
    Dois motivos.
    O meu cardápio de dúvidas que vou registando por aí, e que durante um certo tempo até obedeceram a numeração lá na praia. Depois já eram muitas e deixei de as contar. (Não estou a querer dizer que sou inteligente; isso é outra conversa.)

    Outra razão foi aquela parte fofinha do quadro, que apetecia tocar e que de certa forma é um elemento quente, com coração (lembrei-me de alma, mas aqui é mais coração), em oposição à arrumação proposta por Russell, a remeter para assuntos complexos e a uma certa escalpelização.

    A falta de questionamento e de sentido critico, talvez não seja o único problema do mundo, mas seguramente que é um dos que estão na origem de muitos conflitos de natureza religiosa e política. Porque a dúvida faz mais caminho para a tolerância e pela tolerância do que a certeza.

    Se não existisse dúvida, as ciências, a tecnologia, não avançavam.
    O que é dado como verdade inquestionável não avança.

    E no domínio pessoal?
    Também é o questionamento que nos faz avançar e a insatisfação que lhe está associada que pode levar-nos a tornarmo-nos melhores.
    Mas…
    O sentido critico, a dúvida, não é também aquela coisa que nos cria angústia, anda ali a brigar connosco para nos passarmos para o lado dos infelizes?
    Também na relação com os outros, o sentido critico não é muitas vezes o gerador de conflitos?

    Por isso estou agora a pensar mais que não nos basta ter sentido critico, também é preciso que o usemos com habilidade.

    ___________________

    Se é melhor muito de pouco, ou pouco de muito?

    A tentação seria responder que o que interessa mais é a qualidade, “pouco mas bom”, que é o que se costuma ouvir.

    Mas ali não está o bom/mau. Talvez propositadamente. Aquele muito e aquele pouco são noções quantitativas, pois, não está ali o qualitativo. Pode-se é presumir que o muito é o bom, bom como algo que ultrapassou o patamar do razoável; sendo o pouco, o razoável ou abaixo dele.

    Não, não fiz o exercício como se de uma brincadeira se tratasse. Foi mesmo para perceber se chegava mais luz e se conseguia encontrar ali uma lógica.

    Partindo daquela associação de “pouco/muito” a “razoável/bom (ou muito bom)” e os seus inversos, diria que depende do que esteja em jogo e das circunstâncias, que escolho muito de pouco ou o seu inverso, e não respondo necessariamente sempre ou muitas vezes ter preferência por pouco de muito quando se trata do emocional e do afectivo. Até porque o pouco e o muito não são estanques em termos do universo de quantidade que expressam.

    Para já é isto.

    Tenho dúvidas se me expliquei bem.

    (Parece-me que isto já foi arranjado, que já existe papel à vontade para se escrever.)

  4. Inconfessável disse:

    Vim para responder e encontro a Isabel. Boa :)
    Ia responder o que óbvio, muito de pouco, só que não sou assim. Sei muito de muito poucas coisas e sei muito pouco de muito.
    Para me qualificar, diria que sou generalista. Sei fazer quase tudo e sei raciocinar sobre qualquer coisa que desconheça e digo ‘coisas’ por não serem só assuntos.

    E claro, tenho dúvidas sobre quase tudo, penso que por feitio questiono tudo.
    Parece que não é agradável para a maioria das pessoas.

Deixar uma resposta