sono

as unanimidades são giras
não há ums unica voz contra a condecoração do miguel portas
mas gostava de ver a resposta dos apoiantes a esta pergunta:
O que fez ele para merecer a condecoração?

ser simpático e ter morrido novo?
ser da esquerda caviar e cheio de panache?
ser duma familia toda cheia de glamour?
ter sido deputado? ter sido pessoa?
aparecia na televisão e tinha estilo?

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4 comentários sobre “sono

  1. Inconfessável disse:

    Tu não sabes que as condecorações, em Portugal, se dão a qualquer cidadão/ã que se tenha sobressaído um pouco mais?
    Porque não perguntas pela selecção de futebol? :)

  2. Luis Rodrigues disse:

    cidadão/ã :) AInda hoje estava a pensar ao almoço que não se vê muitas reclamações por se usar parentalidade, os pais, os homens, mesmo que se seja um universo de 50000 mulheres e um homem :)

    A selecção fez ma coisa única na história de portugal, e rara a nível europeu.Poucos países ganharam um campeonato europeu, e daqui a muitos anos ainda vamos estar a falar disto. Em 66 ficamos em 3ª e ainda hoje se fala disso.

    O que é que o Miguel Portas fez? Eu não sei, iluminem-me :)

  3. 1 – Salvo raras excepções, as condecorações póstumas não batem bem com nada. Servirão provavelmente para alimentar egos de quem está.
    Também sou bastante insensível a homenagens póstumas, mas o meu interior consegue acolher umas tantas, pela diversidade evocativa que abrangem.

    2 – Das opções, em forma de pergunta, que elencaste no post, aquelas que contam para a equação são a 1, 3 e 5.
    É ‘fundamental’ morrer novo e morrer com uma doença que vai desfazendo. Morrer do coração não ‘funciona tão bem’ porque é uma morte limpa.
    A questão familiar, com nomes sonantes na política, cultura, é muito adequada a compor o ramalhete.
    Ser de esquerda, mesmo sendo a caviar, não me parece ter grande importância na equação, já que outra pessoa de outro partido e que apresentasse aqueles requisitos – sobretudo o património familiar aliado à componente mediática – também seria condecorada.

    3 – Fui rever o percurso do Miguel Portas. Encontrei:
    . Foi jornalista.
    . Publicou três livros
    . Iniciou-se na política em 1973, e para além dos caminhos normais e comuns a tantos políticos, em 1994 criou a Política XXI, uma das formações políticas que se encontram na origem da criação do Bloco de Esquerda, em 1999.
    . Foi o primeiro eurodeputado eleito pelo BE.
    Pois, mesmo com lupa, não se encontra nada de excepcional que justificasse a condecoração, embora o Bloco fale em “legado de arrojo e de mudança como exigência essencial para o nosso tempo”. As palavras são bonitas, lá isso são, mas não explicaram em que se traduziu o legado de arrojo.
    Será que quiseram referir-se ao estar na origem da formação de um partido? Não creio, que nunca mais acabavam as condecorações.

    4 – As unanimidades, assim como as maiorias, costumam ser confortáveis.
    Ao nível micro também constatamos isso. Na família, no trabalho, nos grupos de amigos ou de outro tipo.
    Ter opinião diferente, por vezes até só facto de se fazer perguntas, é interpretado como um desafio à ordem. Também é um caminho propenso a ficar-se isolado ou a encetar luta para não perder o lugar na tribo.
    O estar só, quer na vidinha de todos os dias, quer num nível mais alargado que é esse do parlamento, é insuportável para muitos, e raros são esses solitários que desafiam a ordem que não acabam por ser trucidados.

    5 – O exercício de utilizar o masculino e o feminino (por exemplo, portugueses e portuguesas) nos discursos e afins é um exercício patético que atesta a imaturidade de muitos dos percursos que se dizem pela luta da igualdade de género.
    Luís, e por causa de falares da utilização da palavra parentalidade, encontrei informação curiosa sobre a origem do termo, e pelo meio um psicanalista que propôs maternalidade… Aqui: https://books.google.pt/books?id=hUFyDL2uMJ0C&pg=PA47&lpg=PA47&dq=parentalidade+origem+da+palavra&source=bl&ots=icD5mQBWaY&sig=k60VRVPoJ_SqwgnzKHfKEO7eG0k&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwieooyq09TTAhVEPRoKHYNBChcQ6AEITDAG#v=onepage&q=parentalidade%20origem%20da%20palavra&f=false

    Lamento não ter trazido luz, mas só encontrei um candeeiro a petróleo :)

    • Luis Rodrigues disse:

      cum caraças para as tecnologias, onde foi parra a resposta que escrevi há dias?
      E agora vou à procura dela, ou ela à procura de mim?
      esperemos pela luz para ver

      ou pela condecoração, ou tenho que mover as influências certas?

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