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  1. Fui levada a pensar em três ordens de questões.

    1 – Costumes e superstições.
    Por exemplo, diz-se que se deve tapar os espelhos quando troveja, até há quem afirme que se deve fazê-lo quando chove.
    Também algumas religiões (e sei que na judaica isso acontece) obrigam a que se cubram os espelhos das casas das famílias enlutadas durante um certo período.
    Há algo de místico associado aos espelhos.
    O universo do fantástico também ‘joga’ muito com eles. Bruxas, fadas, as barraquinhas das feiras, as grutas medonhas dos parques de diversões, têm espelhos.

    2 – A relação que estabelecemos com o espelho.
    Pode ser mais ou menos inconsciente. Até acontece levar-se uma vida inteira sem pensar nisso, o que não é necessariamente mau.
    Alguma aversão ou até medo dos espelhos pode surgir da dificuldade de aceitação do envelhecimento ou de mudanças de imagem não escolhidas que trouxeram alterações temporárias ou definitivas do aspecto. Uma doença, um acidente… com impacto na imagem trazem quase sempre uma relação difícil com o espelho.
    Nunca mais me esqueci que há algum tempo, a propósito de eu ter referido o reflexo do eu no espelho que se espera recuperar em circunstâncias dessas, alguém me ter dito que o espelho nunca reflecte o eu. Faz sentido, sim. De vez em quando penso nisso.

    3 – Narcisismo.
    Pode ser necessário cobrir os espelhos nesses casos.

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