15 comentários sobre “

  1. Quando se fala em coragem admite-se e pressupõe-se que se age apesar do medo ou da intimidação.
    Aqui o acordar significa viver?
    Se assim for, acredito que possa ser necessária coragem para se viver, para umas pessoas mais que outras. Algumas nem notarão que a usam.
    Já para ser necessária mais coragem para não se viver não encontro explicação. Isso não será desistir? Defendo que em determinadas situações a melhor opção é desistir, mas não vislumbro a desistência com maior carga de coragem associada. Porquê mais?
    Na origem da vontade e da necessidade de persistir e da desistência podem estar forças diferentes, não necessariamente perpassadas pelo medo e pela intimidação.

    • percebo perfeitamente o que dizes. mas uma coisa é desistir em determinadas situações e outra é desistir de viver e para essa, acho que é preciso muita coragem.
      Também poderá ser feito de maneira inconsciente, mas se for como opção….

      • [Admito não estar a interpretar correctamente. Queria registar isto. ;)]

        No conceito de coragem que referi julgo poderem enquadrar-se as tais desistências que se vão fazendo para poder prosseguir melhor ou pelo menos com essa expectativa. Porque se toma uma posição, apesar do temor.
        Com desistir de viver, não sei se quiseste dizer acabar com a vida, suicídio, ou entregar-se, no sentido de vegetar… De qualquer das formas, não estou aqui a vislumbrar uma tomada de atitude associada a coragem. E com isto – com o desistir, quer vencidos pelo cansaço ou por outras circunstâncias – não quero de modo nenhum dizer que se trata de pessoas fracas.

        • Não, não estava a falar de suicídio, Isabel. Suicídio é muito mais complicado, acho eu.
          Estava a falar da desistência de resistir, porque viver, no meu conceito, é resistir a todo o instante, ou lutar, como queiras.
          Optar, conscientemente, por não o fazer, acho que será necessária muita coragem.
          Estive, como tanta gente, à beira dela e optei por continuar a resistir.
          Fiquei sempre com a sensação que tinha escolhido o caminho mais fácil.

        • [Esta resposta destina-se à Inconfessável, mas temo que pelos níveis fique fora de ordem.]

          Inconfessável, assim parece-me mais claro e presumo que temos opiniões aproximadas.
          E olha que optar conscientemente por não fazer algo, por desistir, é tomar posição, é viver, é lutar noutra(s) frente(s). E sim, falamos de coragem.
          (Desde que não entreguemos as pontas. As generalidades são tramadas quando se vai mais fundo na discussão. ;))

      • Luis Rodrigues disse:

        achas que será como naqueles teste de escolha múltipla? ou como nas eleições em que nos dão um boletim para se escolher a merda que se prefere?

      • Muitas vezes as perguntas fazem-se para levar a pensar, pelo menos é assim que interpreto muitas que me fazem. Às vezes chega-se logo uma resposta, noutros casos não. Pode levar tempo ou nunca se chegar lá.
        Não sei se a coisa da escolha múltipla era para mim. Se era, respondo que não acho que seja assim.

        • Luis Rodrigues disse:

          é inevitável pensar, por isso tenho andado a tentar concentrar-me em pensar que estou a pensar que estou a pensar que estou a pensar que estou a pensar que estou a pensar que estou a pensar que estou a pensar que estou a pensar que (bom tá-ve a ver ai ideia não é)

  2. Não há coragem nenhuma em não querer acordar. Há um tremendo de um egoísmo pelas pessoas que todos os dias tentam, dentro do possível, dar algum significado à existência.

    E não me enerves com essas ideias que eu sou bem capaz de me enervar a sério.

  3. Luis Rodrigues disse:

    Compreendo a Isabel sobre os níveis e as respostas. Isto porque faz parte de nós fazer ligações, procurar completude e sentido. Manias.

    É verdade que a minha resposta não parece ligada ao que respondo, mas se aparecesse haveria outra resposta desligada. E é assim, dizem.

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