mais derivados de Ted

Preparamos muito bem o nascimento. Lemos, aprendemos e até fazemos cursos sobre o assunto.
Quando um bebé chega normalmente nada foi deixado ao acaso.

aaa4

Mas poucos se preparam para a morte. Porque não é importante? Porque não há tempo? Por medo? Ou será que inconscientemente achamos que nunca vai acontecer, e por isso nos portamos como se fossemos imortais?

Padrão

7 comentários sobre “mais derivados de Ted

  1. Tenho uma amiga que estudou a morte durante mais de dez anos e, por fim, propôs que se tornasse a morte num objeto de ensino para crianças. Infelizmente, poucos a levaram a sério.

  2. Por muito que custe a acreditar tenho tudo preparado para a morte.
    Definido em documento escrito entregue ao meu filho.
    Continuo a pensar que foi importante essa preparação, de certa forma apaziguou-me. Quanto a entregar ao filho, na altura com vinte e sete anos, talvez tenha sido muito pesado para ele, ainda para mais numa altura em que ele acabara de ser pai. Mas a entregar a alguém só podia ser a ele.
    Enfim… Está feito.

    • Sim, sei que sou anormal.
      Foi preciso fazê-lo. Senti assim, que tinha mesmo que ser feito.
      Nunca falei com ninguém que tivesse procedido desta forma. Costumam fazer-me várias perguntas, como por exemplo, se passado este tempo quereria mudar alguma coisa, se estaria arrependida de ter escrito alguma coisa. Não, rigorosamente nada. Não retiraria nada, acrescentaria (como já acrescentei) nomes e contactos de pessoas que gostaria que soubessem que me fui embora. Apenas para saberem que não lhes falo ou não lhes escrevo por desconsideração, mas porque morri.

  3. Muito sensata a postura da Isabel. Acho completamente normal pensarmos na nossa morte. Eu sempre peço que mandei o meu corpo ao Brasil, caso eu esteja fora, pois sei que será difícil aos meus pais viajarem para tal fim.

Deixar uma resposta